Este é um problema que afeta milhões e causa sintomas psicológicos e físicos graves, mas diagnóstico é complexo e raro, o que dificulta o tratamento
Muito além da TPM considerada comum, o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma condição que afeta milhares de mulheres e pode provocar sintomas intensos capazes de comprometer o trabalho, os relacionamentos e a saúde mental.
Especialistas explicam que o transtorno é considerado uma forma mais grave da tensão pré-menstrual. Os sintomas costumam surgir nos dias que antecedem a menstruação e desaparecem após o início do ciclo menstrual.
Entre os principais sinais estão irritabilidade extrema, crises de ansiedade, tristeza profunda, alterações de humor, sensação de desesperança, dificuldade de concentração, fadiga e problemas de sono. Em casos mais severos, mulheres relatam pensamentos autodestrutivos e sofrimento emocional intenso.
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Pesquisas indicam que o transtorno afeta uma parcela menor das mulheres em comparação à TPM tradicional, mas os impactos costumam ser muito mais intensos e incapacitantes.
Relatos compartilhados por mulheres nas redes sociais mostram que muitas convivem durante anos com os sintomas sem receber diagnóstico adequado. Algumas descrevem mudanças bruscas de comportamento, crises emocionais recorrentes e dificuldades para manter atividades do dia a dia durante determinados períodos do mês.
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A TPMD (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual) pode afetar mulheres
em qualquer fase da vida, mas geralmente coincide com períodos
de alterações hormonais significativas. (Foto: Getty Images)
Especialistas afirmam que o problema ainda é cercado por preconceitos e frequentemente é confundido com outras condições relacionadas à saúde mental, o que pode atrasar o tratamento.
O diagnóstico costuma ser feito com acompanhamento médico e observação dos sintomas ao longo de diferentes ciclos menstruais. O tratamento pode envolver mudanças de hábitos, acompanhamento psicológico e uso de medicamentos, dependendo da gravidade de cada caso.
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Para médicos e pesquisadores, ampliar o debate sobre o transtorno é fundamental para que mais mulheres consigam identificar os sintomas e buscar ajuda especializada antes que a condição provoque impactos ainda maiores na qualidade de vida.