Tratamento desliga gene ligado à produção de colesterol ruim no fígado e conseguiu controlar LDL com aplicação única. Pesquisa abre espaço para terapia genética com doenças comuns
Uma nova terapia experimental pode abrir caminho para uma mudança no tratamento do colesterol alto. Pesquisadores testaram uma estratégia que, após uma única aplicação, conseguiu manter a redução do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, por um período prolongado. O resultado chama atenção principalmente porque o tratamento convencional muitas vezes exige o uso contínuo de medicamentos.
A pesquisa avaliou uma terapia genética desenvolvida para interferir na produção da proteína PCSK9, que participa do controle dos níveis de LDL no sangue. Ao bloquear essa proteína, o organismo consegue manter mais receptores responsáveis por retirar o colesterol da circulação, favorecendo uma redução duradoura dos níveis.
Os resultados indicaram que uma única dose foi capaz de produzir uma queda significativa do LDL e manter o efeito durante o período de acompanhamento. A proposta é que, no futuro, uma aplicação possa substituir a necessidade de tomar medicamentos diariamente ou realizar aplicações frequentes, facilitando a adesão ao tratamento.
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Apesar dos resultados promissores, a terapia ainda é experimental e precisa passar por novas etapas de pesquisa antes de ser disponibilizada para pacientes. Os estudos atuais têm como objetivo avaliar principalmente a segurança, a eficácia e a duração do efeito, além de identificar possíveis riscos associados à alteração genética.
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Especialistas consideram a estratégia potencialmente revolucionária para pessoas com colesterol elevado e dificuldade de controlar os níveis com os tratamentos disponíveis. No entanto, os resultados ainda não significam que o tratamento esteja pronto para uso geral, e medicamentos já aprovados continuam sendo a opção indicada para cada paciente conforme avaliação médica.