Casos ocorreram nas zonas norte e sul da capital paulista e envolvem pessoas que, segundo relatos, apresentavam sinais de crise; uma das vítimas foi atingida por 27 disparos, enquanto o policial que matou uma mulher nesta quinta-feira (15) foi preso em fl
Três pessoas morreram após serem baleadas por policiais militares em ocorrências registradas nos últimos 12 dias na cidade de São Paulo. Os casos aconteceram nas zonas norte e sul da capital e envolvem vítimas que, segundo informações divulgadas sobre as ocorrências, estariam em surto psicótico ou em situação de crise no momento das abordagens.
O episódio mais recente ocorreu nesta quinta-feira (15), no Parque São Domingos, em Pirituba, na zona norte. Antes dele, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 disparos em Moema, no dia 10 de outubro. Já em 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, também morreu após ser baleado por policiais na Vila Dionísia, na Zona Norte.
As três ocorrências estão sob apuração das autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias dos disparos e avaliar a atuação dos agentes envolvidos.
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MULHER MORRE APÓS SER BALEADA EM PIRITUBA
A vítima mais recente é uma mulher cuja identidade não havia sido divulgada até a última atualização. Segundo as informações disponíveis, ela estaria em surto e caminhava na direção de três policiais militares com uma faca na mão, no Parque São Domingos.
Imagens do episódio mostram a mulher se aproximando dos agentes. Quando ela chegou perto de um dos policiais, foi atingida por um disparo e morreu.
O policial responsável pelo tiro foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que não tolera desvios de conduta e confirmou a prisão do agente.
A pasta também informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM), acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. O local foi preservado para o trabalho das equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), e a arma utilizada pelo policial foi apreendida para perícia.
JOVEM FOI ATINGIDO POR 27 TIROS EM MOEMA
Outro caso que chamou a atenção ocorreu na madrugada de 10 de outubro, em Moema, na zona sul de São Paulo. Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 disparos durante uma abordagem policial.
Segundo a Polícia Militar, os agentes foram acionados para atender a uma ocorrência relacionada a uma suposta tentativa de suicídio na Avenida Moreira Guimarães. No local, a equipe confirmou que um homem havia saltado de uma ponte, mas sobrevivido.
De acordo com a versão apresentada pela corporação, o homem tentou fugir a pé e fez um movimento que os policiais interpretaram como uma tentativa de sacar uma arma. A equipe afirmou que os disparos foram efetuados para repelir uma suposta agressão.
Entretanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Metrópoles mostraram que o objeto apontado por Gustavo na direção dos policiais era um celular.
Áudios encaminhados à reportagem também indicaram que o jovem teria se passado por outra pessoa durante uma ligação para o número 190, com o objetivo de atrair os policiais até o local onde estava. A hipótese levantada foi a de uma situação conhecida como “suicide by cop”, expressão usada para descrever casos em que uma pessoa em crise provoca uma intervenção policial com intenção de morrer.
As circunstâncias da abordagem e dos disparos são relevantes para a apuração do caso.
HOMEM MORREU APÓS SER BALEADO NA ZONA NORTE
Em 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu depois de ser baleado por policiais militares na Vila Dionísia, também na zona norte da capital paulista.
Conforme o boletim de ocorrência, ele estaria em estado de surto e ameaçando pessoas próximas com uma faca e uma barra de ferro.
Após a morte, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou um inquérito para esclarecer a dinâmica da ocorrência e avaliar a legalidade da atuação dos agentes.
Na ocasião, a Secretaria da Segurança Pública informou que as circunstâncias do caso estavam sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes.
As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia, e as imagens das câmeras corporais foram solicitadas para análise. Também foram requisitados exames necroscópico e toxicológico ao Instituto Médico Legal.
INVESTIGAÇÕES DEVEM ESCLARECER AS CIRCUNSTÂNCIAS
Os três casos têm em comum relatos de que as vítimas apresentavam sinais de crise ou de possível surto no momento das ocorrências. No entanto, as circunstâncias específicas de cada abordagem precisam ser esclarecidas pelas investigações.
As apurações deverão analisar as imagens disponíveis, os depoimentos, os laudos periciais e as decisões tomadas pelos policiais durante as intervenções.
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No caso da mulher morta em Pirituba, o agente que efetuou o disparo permanece como alvo da investigação após ser preso em flagrante. Nas demais ocorrências, as autoridades também buscam esclarecer a dinâmica dos fatos e determinar se a atuação policial seguiu os procedimentos previstos.
VEJA VÍDEO: