Narges tinha sido detida em 12 de dezembro de 2025 na cidade de Mashhad, no nordeste do país, juntamente com outros ativistas, depois de discursar numa cerimónia em memória de um advogado encontrado morto
Um tribunal iraniano condenou o vencedor do Prêmio Nobel da Paz a sete anos e meio de prisão, em um caso que tem repercutido internacionalmente e gerado críticas de defensores dos direitos humanos. A decisão foi anunciada pelas autoridades judiciais do Irã, que acusam o ativista de “ações contra a segurança nacional” acusações comuns em processos políticos no país.
O Nobel da Paz condenado é um crítico persistente do governo iraniano, conhecido por seu trabalho em prol de reformas democráticas e direitos civis, especialmente em defesa de mulheres e minorias. A sentença ocorre em um momento de tensão crescente entre defensores de liberdades individuais e as autoridades teocráticas do país, que enfrentam pressão interna e externa.
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Organizações internacionais de direitos humanos, governos estrangeiros e grupos de apoio ao laureado já condenaram a sentença, classificando-a como uma retaliação política e uma tentativa de silenciar vozes dissidentes no Irã. A condenação chega em um contexto no qual o país tem reprimido manifestações e limitando a atuação de ativistas.

Foto: Reprodução
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Diplomatas e entidades multilaterais têm pedido a libertação imediata do Nobel da Paz, além de responsabilização por violações de direitos humanos. A sentença deve influenciar ainda mais o debate sobre a situação política e judicial no Irã, reforçando críticas à falta de independência do sistema judiciário e à repressão de opositores.