Presidente norte-americano afirma que poderá ampliar a ação militar caso o Irã continue violando o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã neste sábado (27) após a retomada de ataques militares norte-americanos contra alvos estratégicos próximos ao Estreito de Ormuz. Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que, caso o conflito se intensifique, a República Islâmica poderá "deixar de existir".
A declaração foi feita depois que forças dos Estados Unidos bombardearam depósitos de mísseis, drones e estações de radar costeiras iranianas. Segundo o governo norte-americano, a ofensiva foi uma resposta às sucessivas violações do acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que a operação foi autorizada por Trump como resposta à continuidade das ações militares atribuídas ao Irã na região do Golfo Pérsico.
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De acordo com autoridades norte-americanas, o governo iraniano teria descumprido os termos da trégua ao realizar ataques com drones contra embarcações que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Um dos episódios citados ocorreu na quinta-feira (25), quando um navio comercial teria sido atingido. No sábado, Washington também acusou Teerã de atacar um navio-tanque de bandeira panamenha que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo.
Mesmo diante da escalada da tensão, os Estados Unidos afirmaram que a navegação comercial pela região segue em funcionamento, embora as forças militares permaneçam em estado de alerta.
Os novos bombardeios ocorreram poucos dias após a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã. O entendimento previa a suspensão das operações militares, a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego internacional, compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano, redução gradual de sanções econômicas e o início de negociações para um acordo definitivo, com acompanhamento internacional.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. Qualquer instabilidade na região gera preocupação no mercado internacional devido aos possíveis impactos sobre o comércio global e os preços da energia.
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Até o momento, o governo iraniano mantém a posição de que possui o direito de adotar medidas sobre a navegação na região, enquanto os Estados Unidos defendem a livre circulação de embarcações pelo estreito.