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Trump descarta cessar-fogo no Irã e amplia tensão com aliados da OTAN
Foto: Divulgação

Presidente dos EUA endurece discurso, critica parceiros e mantém ofensiva no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que não pretende aceitar um cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã. A guerra, que entra na quarta semana, segue sem sinais concretos de negociação para encerrar os confrontos.

 

Durante conversa com jornalistas, Trump declarou que, apesar de estar aberto ao diálogo, não considera adequado interromper as operações militares neste momento. Segundo ele, não faz sentido propor trégua enquanto há vantagem no campo de batalha.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de Israel encerrar as ações após a conclusão da ofensiva americana, o presidente indicou que acredita nessa hipótese, sem dar mais detalhes.

 

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Trump também comentou a situação do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o transporte global de petróleo e gás. Ele sugeriu que países como China e Japão poderiam colaborar para garantir a segurança da região.

 

O estreito, sob influência iraniana, permanece fechado desde o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel. A interrupção da rota afeta cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, provocando impactos diretos nos preços internacionais dos combustíveis e aumentando a pressão inflacionária.

 

Apesar das declarações de Trump, o cenário no campo de batalha ainda é considerado incerto. Enquanto forças americanas e israelenses atingiram lideranças iranianas, o Irã segue realizando ofensivas contra alvos estratégicos, incluindo bases militares dos EUA e países do Golfo.

 

Em outro momento, Trump elevou o tom ao criticar aliados da OTAN, chamando-os de “covardes” por, segundo ele, não participarem ativamente das ações militares nem ajudarem na reabertura do Estreito de Ormuz.

 

A crítica ocorre mesmo após países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão sinalizarem disposição para colaborar na segurança da rota marítima, embora sem detalhar como fariam isso.

 

O bloqueio do estreito tem encarecido o transporte marítimo devido ao aumento dos custos de seguro, tornando a navegação comercial praticamente inviável em alguns trechos e pressionando ainda mais o mercado global de energia

 

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As declarações reforçam o desgaste nas relações entre os Estados Unidos e seus aliados, em meio a um conflito que segue sem previsão de desfecho e com potencial de ampliar seus impactos econômicos e geopolíticos. 

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