Presidente norte-americano criticou o cenário político brasileiro, citou a condenação de Eduardo Bolsonaro e voltou a questionar a lisura das eleições nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao cenário político brasileiro durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (17), em Évian-les-Bains, na França, onde participou da Cúpula do G7. Ao comentar a situação do Brasil, o republicano afirmou que o país vive um momento político "complicado" e declarou que, embora os brasileiros "joguem duro", ninguém atua de forma mais firme do que os Estados Unidos.
Durante a coletiva, Trump disse ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo dos compromissos diplomáticos e classificou o ambiente político brasileiro como preocupante.
"O Brasil se tornou um país politicamente complicado. A situação ficou um pouco perigosa", afirmou o presidente norte-americano ao responder perguntas sobre as relações entre os dois países.
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Em seguida, Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou ter recebido informações sobre ações envolvendo aliados do grupo político conservador. Sem citar detalhes precisos, ele comentou que soube de um caso relacionado ao filho de Bolsonaro após deixar um encontro com Lula.
Na realidade, a referência ocorreu após a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo. Durante a entrevista, Trump sugeriu que o político estaria sendo perseguido por motivos políticos.
? POLÍTICA INTERNACIONAL | Presidente dos EUA disse que situação política no Brasil é 'perigosa', ao comentar a situação de filhos de Jair Bolsonaro
— Agenda do Poder (@agendadopoder) June 17, 2026
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Ao ampliar a comparação entre Brasil e Estados Unidos, o republicano afirmou que disputas políticas acontecem em diversos países, mas destacou que os norte-americanos enfrentam embates ainda mais intensos.
"Eles jogam duro. Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos", declarou.
Trump também voltou a repetir alegações já feitas em outras ocasiões sobre o sistema eleitoral norte-americano, afirmando, sem apresentar provas, que as eleições nos Estados Unidos foram manipuladas.
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As declarações acontecem em um momento de tensão diplomática entre os dois países e repercutem em meio aos debates sobre relações comerciais, tarifas de importação e questões envolvendo a política interna brasileira.