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Trump diz que Irã liberou petroleiros como gesto de negociação e eleva tom sobre guerra
Foto: Divulgação

Presidente dos EUA afirma que conflito está perto do fim, mas mantém ameaças e incerteza sobre acordo com Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã autorizou a passagem de dez petroleiros pelo estratégico Estreito de Ormuz como um “presente” para demonstrar disposição em negociar o fim do conflito entre os dois países.

 

Segundo Trump, oito grandes navios foram liberados no início da semana, seguidos por outros dois posteriormente. A declaração foi feita durante uma reunião de gabinete na quinta-feira (26), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

 

O gesto iraniano ocorre em um momento crítico, já que o Estreito de Ormuz  por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial permanece sob controle militar iraniano em grande parte do tempo recente, impactando diretamente o mercado global de energia.

 

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Apesar da sinalização, Trump adotou um tom ambíguo ao falar sobre as negociações. Ele afirmou que acredita que a guerra está “99% resolvida”, mas disse não ter certeza se ainda deseja um acordo de cessar-fogo.

 

“Temos conversas significativas, mas não estou desesperado. Não me importo”, declarou o presidente, acrescentando que os EUA continuam realizando ataques diários e ainda têm alvos a atingir.

 

Durante a fala, Trump também levantou a possibilidade de os EUA assumirem o controle do petróleo iraniano — uma medida que classificou como “opção”.

 

Ao justificar a ideia, ele citou o caso da Venezuela, mencionando o ex-presidente Nicolás Maduro e afirmando que o país teria melhorado após mudanças políticas e atuação norte-americana no setor petrolífero.

 

A declaração, no entanto, não foi acompanhada de detalhes concretos sobre como uma ação semelhante poderia ocorrer no Irã.

 

Autoridades iranianas reagiram com firmeza às ameaças. O governo de Teerã indicou que qualquer ataque à ilha de Kharg responsável por cerca de 90% da exportação de petróleo do país provocaria retaliações contra infraestruturas estratégicas no Oriente Médio.

 

Além disso, o Irã reforçou que só encerrará o conflito sob suas próprias condições, rejeitando pressões externas.

 

Mesmo com o clima de tensão, negociações seguem em curso. O Irã enviou uma contraproposta aos EUA por meio do Paquistão, após criticar um plano norte-americano considerado “excessivo e desconectado da realidade”.

 

A PROPOSTA IRANIANA INCLUI CINCO PONTOS PRINCIPAIS:

 

Fim total das ações militares


Garantias de que o conflito não será retomado


Compensações por danos de guerra


Encerramento das hostilidades em toda a região


Reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz

 

Por outro lado, o plano dos EUA envolve 15 pontos, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano, limitação de mísseis balísticos, fechamento de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos aliados na região.

 

Apesar das declarações otimistas de Trump sobre o avanço militar, o impasse diplomático permanece. Enquanto Washington mantém pressão e ataques, Teerã endurece o discurso e condiciona qualquer acordo ao atendimento de suas exigências. 

 

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