Gianni Infantino e Trump: personagens de polêmica que rachou o futebol mundial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que nunca conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre o projeto que prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que administraria as competições da entidade e buscaria captar cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) com a venda de direitos comerciais.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa em Camp David, em meio à polêmica envolvendo a proposta. O plano prevê que a comercialização dos direitos da Copa do Mundo seja feita por meio do fundo Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner, irmão do genro de Trump.
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A iniciativa provocou forte reação no futebol internacional. As 55 federações filiadas à Uefa aprovaram a possibilidade de boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto seja mantido. As 35 associações da Concacaf também se posicionaram contra a proposta.
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) não realizou votação, mas publicou uma nota apoiando a posição da Uefa e da Concacaf. Caso ao menos 16 das 46 federações asiáticas rejeitem oficialmente a iniciativa, a oposição ao projeto passará a reunir a maioria das 211 associações filiadas à Fifa.
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A crise também atingiu a cúpula da entidade. Nesta sexta-feira, Carlos Cordeiro, principal assessor de Gianni Infantino e integrante da Fifa desde 2021, renunciou ao cargo em protesto contra a proposta de venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.