Trump elogia dólar enquanto moeda americana cai ao nível mais baixo em quatro anos, beneficiando exportações, mas pressionando importações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última terça-feira (27) que o valor do dólar é “ótimo”, mesmo enquanto a moeda americana registrava sua menor cotação em quatro anos. A declaração foi feita a repórteres em Iowa, onde Trump busca apoio de eleitores rurais para as próximas eleições do Congresso.
A recente fraqueza do dólar se deve a uma combinação de fatores, incluindo expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, incertezas sobre tarifas comerciais, volatilidade política e aumento dos déficits fiscais, que reduzem a confiança de investidores na estabilidade econômica dos EUA.
Apesar de um dólar mais fraco beneficiar exportadores americanos, Trump disse que não pretende forçar uma nova desvalorização: “Eu gostaria que ele… simplesmente encontrasse seu próprio nível”. Após seus comentários, o índice do dólar que mede a força da moeda frente a seis divisas principais, como euro, iene e libra caiu para 95,566, o menor nível desde fevereiro de 2022.
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Especialistas destacam que a postura de Trump pode encorajar a pressão vendedora sobre a moeda. Steven Englander, do Standard Chartered, observa que “quando o presidente demonstra indiferença ou até endossa o movimento, isso incentiva vendedores de dólares a continuar pressionando”.
Um dólar mais fraco tem efeitos mistos. Ele aumenta a competitividade de produtos exportados, facilita a conversão de lucros no exterior para empresas multinacionais e reduz o peso das dívidas internacionais denominadas em dólares. Por outro lado, torna importações mais caras e pode gerar pressões inflacionárias.
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“Um dólar mais fraco é uma faca de dois gumes”, afirma Steve Sosnick, da Interactive Brokers. “Beneficia multinacionais e exportadores, mas encarece produtos importados e pode afetar a inflação.”