Até o momento, não há data definida para a conversa
Apesar da crescente tensão entre os países, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou sua equipe que deseja falar diretamente com o líder venezuelano, Nicolás Maduro. Até o momento, não há data definida para a conversa. A decisão do presidente americano, revelada pelo portal americano Axios nesta terça-feira, ocorre um dia depois que a Casa Branca classificou o Cartel de los Soles — suposto cartel do narcotráfico que Washington afirma ser liderado por Maduro e altos dirigentes chavistas — como organização terrorista estrangeira.
A ideia de Trump pode sugerir que — apesar da concentração de poder militar que os EUA acumularam no Caribe, com o maior porta-aviões do mundo, navios de guerra e mais de 15 mil militares — a possibilidade de uma ação direta em território venezuelano não está concretizada por ora.
— Ninguém está planejando atirar [em Maduro] ou sequestrá-lo, pelo menos por enquanto. Nunca diga nunca, mas agora isso não está nos planos — disse um alto funcionário do governo Trump ao Axios. — Enquanto isso, continuaremos afundando barcos de narcotráfico.
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A chamada Operação Lança do Sul no Caribe, comandada pelo governo Trump, já atacou pelo menos 21 embarcações desde 2 de setembro, matando mais de 80 pessoas em bombardeios que especialistas, legisladores e defensores dos direitos humanos consideram execuções extrajudiciais e atos ilegais.
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Também na segunda, o general Dan Caine, considerado o estrategista militar da Lança do Sul, visitou Porto Rico, onde estão cerca de 10 mil soldados, marinheiros e pilotos americanos.
Fonte: O Globo