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Trump se revolta por não ganhar Nobel da Paz, ameaça países aliados e volta a falar em tomar a Groenlândia
Foto: Reprodução

No ano passado, Trump fez uma campanha intensa para ganhar o prêmio, que foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica internacional ao enviar uma carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmando que não se sente mais “obrigado a pensar apenas na paz” após não receber o Prêmio Nobel da Paz. O conteúdo da mensagem foi confirmado por Støre nesta segunda-feira.

 

A carta chegou pouco depois de Noruega e Finlândia manifestarem oposição às tarifas anunciadas por Trump contra países que rejeitam a ambição do republicano de assumir o “controle total e completo” da Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.

 

“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz”, escreveu Trump. Segundo ele, a partir de agora, passaria a “pensar no que é bom e apropriado” para os Estados Unidos.

 

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No ano passado, Trump fez uma campanha aberta para tentar conquistar o Nobel da Paz, que acabou sendo concedido à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. A premiação ocorreu em Oslo, e, posteriormente, a opositora dedicou o prêmio a Trump, afirmando que ele “merecia” a honraria — mesmo após o republicano ter apoiado Delcy Rodríguez como sucessora de Nicolás Maduro.

 

Na semana passada, durante visita à Casa Branca, María Corina Machado chegou a entregar simbolicamente a medalha do Nobel a Trump. O Comitê Norueguês do Nobel, no entanto, foi categórico ao afirmar que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.

 

Na mesma carta enviada ao premiê norueguês, Trump voltou a insistir em seu desejo de assumir o controle da Groenlândia e ligou diretamente a rejeição ao Nobel às suas ameaças de anexação.

 

“A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia ou da China. E por que eles teriam um ‘direito de propriedade’? Não existem documentos escritos. Apenas se sabe que um barco atracou lá há centenas de anos — nós também tínhamos barcos”, escreveu. “O mundo não estará seguro a menos que tenhamos controle completo e total da Groenlândia”, completou.

 

Em resposta, Jonas Gahr Støre destacou que não cabe ao governo norueguês conceder o Prêmio Nobel da Paz, mas sim a um comitê independente. “Expliquei com clareza, inclusive ao presidente Trump, que o prêmio é concedido por um Comitê Nobel independente”, afirmou.

 

O primeiro-ministro também reforçou que a posição da Noruega é clara: a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca, e o país apoia integralmente Copenhague nessa questão.

 

Nas últimas semanas, Trump intensificou o discurso contra a ilha do Ártico, afirmando que os EUA assumiriam o controle do território “de um jeito ou de outro”. No último sábado, ele ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, a partir de 1º de fevereiro, caso os EUA não sejam autorizados a comprar a Groenlândia.

 

Os oito países, todos aliados na Otan, reagiram com firmeza. Tropas foram enviadas à Groenlândia para reforçar a defesa da ilha e, em um comunicado conjunto, os governos criticaram a postura americana.

 

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“As ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”, afirmaram. “Permaneceremos unidos e coordenados em nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania.” 

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