Na segunda, ministro determinou que instituto responsável por levantamento que mostrou queda nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro retirasse dados de canais de informação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir nesta terça-feira (9) se mantém ou revoga a decisão individual do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel.
O levantamento, divulgado em maio, apontou queda de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A divulgação ocorreu após o vazamento de um áudio envolvendo uma conversa do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, sobre recursos relacionados a um projeto audiovisual.
Na decisão, o ministro determinou que o instituto retirasse o conteúdo de seus canais oficiais e suspendesse qualquer nova divulgação, impulsionamento ou republicação dos dados até a análise do caso pelo colegiado do TSE.
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Em nota, o AtlasIntel informou que respeita a decisão e que está fornecendo informações técnicas sobre a metodologia utilizada no levantamento. A empresa afirmou ainda confiar que a análise do tribunal irá confirmar a regularidade do estudo.
O julgamento será realizado pelo plenário da Corte, que também analisará a manutenção ou não da decisão liminar. Além de Kassio Nunes Marques, participam do julgamento ministros como André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.
Internamente, há avaliação de que o caso pode servir como um indicativo da postura da nova composição do TSE em relação a disputas envolvendo pesquisas eleitorais e temas sensíveis no contexto político.
A decisão individual foi tomada a partir de uma representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia do levantamento.
Segundo o partido, o questionário teria sido estruturado de forma a induzir respostas negativas em relação ao senador, especialmente pela inclusão de perguntas relacionadas ao Banco Master e ao áudio vazado, apresentadas em sequência.
A pesquisa ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
O PL também alegou que o conteúdo do áudio não teria comprovação de autenticidade e não deveria ter sido utilizado como base para formulação das perguntas.
Ao analisar o pedido, o ministro afirmou que há indícios de que o formato do questionário pode ter influenciado as respostas dos entrevistados, o que comprometeria a neutralidade do levantamento.
A decisão destaca ainda que outras pesquisas realizadas pelo instituto não apresentaram estrutura semelhante nem utilizaram o mesmo tipo de abordagem.
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O caso segue agora para análise do plenário do TSE, que vai definir se a suspensão da divulgação será mantida ou revertida.