Ministra atendeu a um pedido do PL e mandou excluir postagens em 24h sob pena de multa
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações que associavam o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), a facções criminosas e à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.
A decisão atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL) e estabelece que os conteúdos sejam retirados do ar no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
Entre os alvos da decisão estão a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e o deputado federal Rogério Correia (PT). Também deverão remover as publicações perfis ligados a militantes e apoiadores políticos nas redes sociais.
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Ao analisar o caso, a ministra Estela Aranha afirmou que a Justiça Eleitoral deve interferir o mínimo possível em conteúdos divulgados na internet. No entanto, ressaltou que a atuação é necessária quando há possíveis violações das regras eleitorais ou ofensas aos direitos de candidatos e participantes do processo eleitoral.
Segundo a magistrada, as postagens ultrapassaram os limites do debate político ao sugerirem uma ligação entre Flávio Bolsonaro e organizações criminosas sem apresentar elementos concretos que sustentassem a acusação.
Na decisão, a ministra destacou que o senador não aparece como investigado, indiciado ou denunciado no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ainda de acordo com o entendimento do TSE, os conteúdos construíam uma narrativa que vinculava indiretamente o pré-candidato ao Comando Vermelho e a outros supostos esquemas criminosos, sem qualquer respaldo formal nas investigações.
Além da exclusão das publicações, os envolvidos estão proibidos de republicar ou impulsionar conteúdos idênticos ou semelhantes.
A Operação Unha e Carne investiga um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais no estado do Rio de Janeiro.
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O caso ocorre em meio ao aumento das disputas judiciais entre partidos políticos durante o período de pré-campanha eleitoral. Dados apontam que as ações envolvendo remoção de conteúdo e uso indevido de inteligência artificial cresceram significativamente em comparação com as eleições anteriores.