Na mira por escândalo de 2022, governador estuda antecipar saída para evitar cassação
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 10 de março a retomada do julgamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Se condenado, ele será cassado e perderá os direitos políticos por oito anos.
Castro é acusado de usar a máquina estadual e desviar recursos públicos para se reeleger em 2022, no chamado escândalo dos cargos secretos. O esquema envolvia a Uerj e a Fundação Ceperj para contratar milhares de cabos eleitorais, pagos em espécie.
Em maio de 2024, o governador escapou por apenas um voto no Tribunal Regional Eleitoral. A Procuradoria-Geral Eleitoral recorreu ao TSE, onde o processo andou lentamente, ficando adormecido por um ano antes de ser levado ao plenário em novembro.
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No relatório, a ministra Isabel Gallotti apontou “cometimento sistemático de gravíssimas irregularidades” para favorecer Castro e afirmou que ele ocupou “posição central na arquitetura e execução do esquema ilícito”. Segundo a relatora, o objetivo era criar uma rede de apoiadores remunerados com verbas estaduais e promover a imagem do governador e aliados, não atender ao interesse público.
O julgamento foi interrompido a pedido do ministro Antonio Carlos Ferreira, que disse precisar de mais tempo para refletir. Quando o processo começou, também estavam na mira o então vice-governador Thiago Pampolha, que renunciou em troca de cargo vitalício no Tribunal de Contas do Estado, e o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, preso e afastado por suspeita de vazar operação policial.
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Castro nega as acusações e afirma que não há “qualquer elemento novo que justifique a revisão de decisões já analisadas”. Ele sonhava em disputar uma vaga no Senado, mas agora estuda antecipar a saída do governo algumas semanas antes de abril, numa manobra que poderia atrasar ou melar o julgamento.