Chuvas extremas causaram inundações, destruíram comunidades e deixaram moradores ilhados enquanto equipes de resgate seguem em operação no sul da China.
O sul da China enfrenta um cenário de destruição após a passagem do tufão Maysak, que provocou chuvas torrenciais, enchentes de grandes proporções e o rompimento de uma barragem, deixando milhares de pessoas desalojadas. As fortes precipitações atingiram principalmente a Região Autônoma de Guangxi, onde cidades inteiras ficaram parcialmente submersas e moradores precisaram ser resgatados às pressas.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que a água invade bairros residenciais, cerca casas e transforma ruas em verdadeiros rios. Em diversas localidades, famílias ficaram ilhadas sobre telhados e em pavimentos superiores de residências enquanto aguardavam a chegada das equipes de resgate.
O tufão atingiu a costa chinesa entre os dias 5 e 6 de julho como um ciclone tropical de forte intensidade. Mesmo perdendo força ao avançar para o interior do país, o sistema continuou despejando um enorme volume de chuva sobre Guangxi, provocando enchentes repentinas, transbordamento de rios e sobrecarga em reservatórios.
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A situação se agravou ainda mais após o rompimento da barragem do reservatório Liulan, localizado na cidade de Hengzhou, na região de Nanning. Com o colapso da estrutura, uma grande quantidade de água desceu rapidamente pelas áreas situadas abaixo da barragem, inundando ruas, bairros e propriedades rurais.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais e pela agência Reuters, aproximadamente 48 mil pessoas precisaram ser evacuadas devido ao risco de novas inundações. Até o momento, duas mortes foram confirmadas, enquanto equipes de emergência continuam realizando buscas por possíveis desaparecidos e prestando assistência às famílias afetadas.
Testemunhas relataram momentos de desespero durante a enchente. Em alguns pontos, moradores foram surpreendidos pela velocidade da correnteza e acabaram sendo arrastados pela força da água. Diversos veículos ficaram submersos, estradas foram interditadas e a infraestrutura de várias cidades sofreu danos significativos.
As autoridades chinesas mobilizaram bombeiros, equipes de defesa civil e militares para atuar no resgate de vítimas, distribuição de alimentos, água potável e medicamentos, além da retirada de moradores das áreas consideradas de maior risco.
Especialistas alertam que enchentes repentinas estão entre os desastres naturais mais perigosos, já que o nível da água pode subir em poucos minutos, reduzindo drasticamente o tempo para evacuação e aumentando o risco de vítimas.
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Enquanto os trabalhos de resgate continuam, o governo chinês também iniciou investigações para apurar as causas do rompimento da barragem do reservatório Liulan e avaliar possíveis falhas estruturais ou impactos provocados pelo volume excepcional de chuvas registrado durante a passagem do tufão Maysak.
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