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Turista da Índia pichou tumbas de Faraós no Egito há dois mil anos e deixou marca em vários túmulos históricos
Foto: Ingo Strauch

Entre os visitantes da Índia que picharam as tumbas, se destacou um homem chamado Cikai Korran, que deixou sua marca oito vezes

O que hoje muita gente chama de pichação nas cidades pode ter raízes muito mais antigas do que se imaginava. Pesquisadores internacionais descobriram inscrições feitas há cerca de dois mil anos em tumbas do Egito antigo e concluíram que elas foram deixadas por visitantes vindos da Índia.

 

As marcas foram encontradas no famoso Vale dos Reis, local histórico onde faraós e membros da elite egípcia eram sepultados. Ao analisar os registros nas paredes das tumbas, os estudiosos perceberam que várias frases estavam escritas em tâmil antigo, uma língua originária da Índia.

 

Entre todas as inscrições, uma chamou atenção especial. Um homem identificado como “Cikai Korran” deixou seu nome pichado nada menos que oito vezes em diferentes túmulos da região. Em uma das mensagens, ele escreveu algo parecido com o que muitos turistas fazem até hoje: “Cikai Korran veio aqui e viu”.

 

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No total, os pesquisadores encontraram cerca de 30 inscrições espalhadas pelas tumbas analisadas, escritas em três línguas indianas diferentes, o que indica que visitantes vindos do sul da Ásia estiveram no Egito naquela época.

 

Segundo os cientistas, essa descoberta é uma forte evidência de que havia circulação de pessoas entre a Índia e o Egito antigo, provavelmente por rotas comerciais que ligavam diferentes regiões do mundo naquela época.

 

As inscrições já tinham sido vistas por estudiosos no passado, mas somente agora foi possível traduzir os textos. A maioria estava escrita em tâmil antigo, o que ajudou a confirmar a origem dos visitantes.

 

Outra inscrição deixada por Cikai Korran. As inscrições que ele deixou estão escritas em tâmil antigo — Foto: Timothee Sassolas

Outra inscrição deixada por Cikai Korran. As inscrições

que ele deixou estão escritas em tâmil antigo

(Foto: Timothee Sassola)

 

Outro registro encontrado foi de um homem chamado Indranandin, que escreveu ser um “mensageiro do Rei Kshaharata”. Pesquisadores afirmam que essa dinastia existiu na Índia, o que reforça a ligação das inscrições com o subcontinente indiano.

 

Um dos responsáveis pela tradução, o pesquisador Ingo Strauch, afirmou que existe a possibilidade de que esses visitantes tenham chegado de navio até o porto de Berenike, na costa do Mar Vermelho, no Egito, e depois seguido viagem pelo interior até o Vale dos Reis.

 

Mas quem realmente virou destaque na pesquisa foi o misterioso Cikai Korran. Ele não apenas escreveu seu nome várias vezes, como também deixou marcas em cinco túmulos diferentes, mostrando que parecia fazer questão de registrar sua passagem pelo local.

 

Outro detalhe curioso é que algumas das inscrições feitas por ele estavam em lugares bem altos das paredes, entre cinco e seis metros de altura. Até agora, os pesquisadores não sabem como ele conseguiu alcançar esses pontos.

 

Em um dos casos mais intrigantes, o nome de Korran apareceu dentro de um túmulo que, segundo registros históricos, estava com o acesso fechado na época. Até hoje ninguém conseguiu explicar como ele entrou no local.

 

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Os estudiosos ainda não sabem exatamente quem foi Cikai Korran. A hipótese é de que ele poderia ser um mercenário, um comerciante ou até alguém ligado a viagens comerciais entre a Índia e o Egito, mas outras possibilidades ainda estão sendo investigadas. 

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