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TV estatal do Irã exibe encenação de enforcamento de Donald Trump em praça de Teerã. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Performance transmitida pelo Canal 3 fez parte de uma campanha antiamericana e ocorreu durante manifestações que também exibiram imagens do presidente dos EUA, de aliados políticos e de autoridades israelenses.

A televisão estatal do Irã transmitiu uma encenação de enforcamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na Praça Tajrish, no norte de Teerã. A apresentação aconteceu na quarta-feira (4) e integrou uma campanha oficial de manifestações contra o governo norte-americano.

 

As imagens, divulgadas pela imprensa iraniana e repercutidas internacionalmente, mostram um ator usando uma máscara com o rosto de Trump e roupas semelhantes às de um prisioneiro. Na encenação, outro participante, vestido com uniforme associado à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), simula a execução por enforcamento. Pessoas que acompanhavam a apresentação na praça aparecem aplaudindo a cena.

 

A transmissão foi exibida ao vivo pelo Canal 3, emissora estatal iraniana. A performance marcou o encerramento de uma instalação artística intitulada "Trump em uma Cela", montada pela prefeitura de Teerã na Praça Tajrish no fim de outubro.

 

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A exposição contava com uma estrutura em tamanho real que representava uma cela, onde um ator caracterizado como o presidente norte-americano permanecia em exibição. A agência estatal IRNA descreveu o encerramento da apresentação como o momento em que o personagem que representava Trump foi enforcado.

 

A manifestação foi realizada durante as atividades que marcaram o 47º aniversário da tomada da Embaixada dos Estados Unidos em Teerã, ocorrida em 1979.

 

Na ocasião, 52 cidadãos norte-americanos foram mantidos como reféns por 444 dias. O episódio permanece como um marco nas relações entre os dois países e é lembrado anualmente no Irã com atos e manifestações contrários aos Estados Unidos.

 

Além da encenação na Praça Tajrish, outras imagens de protestos circularam nas redes sociais. Em uma delas, um grande banner com fotografias de Donald Trump, do vice-presidente JD Vance, do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do enviado especial norte-americano Steve Witkoff aparece sendo queimado na Praça Enghelab, no centro de Teerã.

 

Durante o ato, manifestantes reunidos diante do painel entoaram palavras de ordem contra Trump. Outro outdoor instalado no mesmo local mostrava o presidente dos Estados Unidos atrás das grades, com a cabeça baixa, acompanhado de uma frase em inglês que ameaçava sua vida.

 

A embaixada iraniana na Índia também compartilhou um vídeo produzido com inteligência artificial. Na animação, Trump aparece sendo retirado da Casa Branca e colocado em uma caçamba de lixo identificada como destinada a resíduos perigosos.

 

DERROTA REPUBLICANA AMPLIA PROVOCAÇÕES CONTRA TRUMP

 

As manifestações ocorreram um dia depois das eleições de meio de mandato realizadas nos Estados Unidos, em 3 de novembro. O resultado representou uma derrota para o Partido Republicano, que perdeu o controle do Congresso para os democratas.

 

Trump atribuiu parte do resultado eleitoral aos efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da alta dos preços da gasolina e da inflação provocada pelo conflito. Apesar das consequências econômicas e políticas, o presidente afirmou que a guerra havia valido a pena.

 

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, interpretou o resultado das eleições norte-americanas como uma rejeição à campanha militar de Trump. Segundo ele, os eleitores dos Estados Unidos teriam enviado uma mensagem contrária à guerra.

 

Já o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a postura de hostilidade dos Estados Unidos contra o país não mudará em razão das mudanças políticas em Washington. Ele também advertiu que qualquer novo ataque norte-americano receberá uma resposta ainda mais forte.

 

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Apesar das manifestações públicas e das declarações de autoridades iranianas, relatos apontam que a liderança do país continua preocupada com a possibilidade de Trump ordenar novos ataques militares antes da posse do novo Congresso, prevista para janeiro. 

 

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