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UFMT afasta estudante de Direito investigado por lista que classificava colegas como ''estupráveis''
Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro

Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu afastar um aluno do curso de Direito investigado por envolvimento na criação de uma lista que classificava colegas como “estupráveis”. O caso, revelado após a circulação de mensagens entre estudantes, provocou forte repercussão e indignação dentro da comunidade acadêmica.


De acordo com denúncias, conversas em aplicativos indicavam que alunos planejavam elaborar uma lista com nomes de estudantes, acompanhada de comentários de teor misógino e referências explícitas à violência sexual. O conteúdo também incluía declarações sobre a intenção de assediar colegas, o que ampliou a gravidade da situação.


A repercussão levou o Centro Acadêmico do curso de Direito a divulgar uma nota de repúdio, classificando o episódio como incompatível com princípios éticos, jurídicos e humanos. A entidade destacou que as mensagens não podem ser tratadas como brincadeira e representam a banalização da violência contra a mulher.

 

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Diante do caso, a universidade instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar os fatos e identificar todos os envolvidos. A instituição também reforçou, em nota oficial, que repudia qualquer manifestação de violência, misoginia ou violação de direitos dentro do ambiente acadêmico.

 

Alunos do curso de direito durante ato nesta segudna-feira (04) — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro

Alunos do curso de direito durante ato na segunda- 

feira (04)(Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro)


O afastamento do estudante ocorre como medida inicial enquanto as investigações seguem em andamento. O processo tramita sob sigilo, conforme normas institucionais, e pode resultar em sanções disciplinares mais severas, a depender das conclusões da apuração.

 

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O caso reacende o debate sobre segurança e respeito nas universidades, especialmente diante de relatos recentes de violência de gênero em ambientes acadêmicos e da necessidade de políticas mais rigorosas de prevenção e responsabilização.
 

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