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Umidificador ajuda a aliviar desconforto do ar seco, mas exige cuidados em Manaus
Foto: Reprodução

Calor, fumaça e ambientes com ar-condicionado podem ressecar as mucosas; especialista explica como escolher e usar o aparelho com segurança

Durante o verão amazônico, a combinação de calor, redução das chuvas, fumaça das queimadas e uso frequente de ar-condicionado pode aumentar o desconforto provocado pelo ar seco em Manaus. Irritação nos olhos, garganta seca e incômodo nas vias respiratórias estão entre os sintomas que podem aparecer nesse período. Nesses casos, o umidificador pode ajudar a aumentar a umidade de ambientes internos e amenizar os efeitos do ressecamento.

 

Segundo o supervisor farmacêutico Jhonata Vasconcelos, o ar seco pode irritar as mucosas e agravar sintomas de rinite, sinusite e crises alérgicas. “O ar seco favorece a irritação das vias respiratórias e das mucosas, o que pode agravar quadros de rinite, sinusite e até crises alérgicas. O umidificador ajuda a repor a umidade do ambiente e reduz esse desconforto”, explica.

 

Tipos de umidificador

Os aparelhos encontrados no mercado funcionam de maneiras diferentes. O ultrassônico utiliza vibrações de alta frequência para transformar a água em uma névoa fina. É silencioso, consome pouca energia e produz névoa fria, característica que reduz o risco de queimaduras e pode ser interessante para quartos e ambientes com crianças.

 

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O evaporativo utiliza um filtro ou mecha para absorver a água e um ventilador para fazer o ar passar pela superfície umedecida. Já o vaporizador aquece a água até a ebulição e libera vapor quente, exigindo maior atenção durante o uso, principalmente em locais onde há crianças pequenas ou animais.

 

A escolha deve considerar o tamanho do ambiente, a capacidade do reservatório, o tempo de funcionamento, o consumo de energia e a facilidade de limpeza. Para quem pretende utilizar o equipamento durante o sono, por exemplo, o nível de ruído também pode ser um fator importante.

 

Excesso de umidade também exige atenção

Manter o ambiente úmido demais pode causar outro problema. A condensação em paredes, janelas e móveis pode indicar excesso de umidade e favorecer condições inadequadas no ambiente. Por isso, o aparelho não deve permanecer ligado de forma indiscriminada.

 

Um higrômetro, instrumento utilizado para medir a umidade relativa do ar, pode ajudar no acompanhamento. O texto também aponta a faixa de 50% a 60% como referência de umidade para ambientes internos.

 

Outro cuidado fundamental é a higienização. Água mantida por muito tempo no reservatório e limpeza inadequada podem favorecer o acúmulo de fungos e bactérias. “A água parada pode acumular fungos e bactérias se o aparelho não for higienizado com regularidade. O ideal é limpar o reservatório a cada dois ou três dias e seguir as recomendações do fabricante sobre a água indicada para cada equipamento”, orienta Jhonata.

 

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O umidificador, portanto, deve ser encarado como um recurso para melhorar o conforto em períodos de ar mais seco, especialmente em ambientes climatizados. Sintomas respiratórios frequentes ou persistentes precisam ser avaliados por um profissional de saúde, já que o aparelho não substitui diagnóstico ou tratamento médico.

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