Voluntários buscam sobreviventes em meio a escombros de prédios destruídos
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que cerca de 3,9 milhões de crianças e adolescentes vivam nas áreas atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela na última semana. A agência alerta que milhares de famílias seguem em situação de risco devido aos danos estruturais e à possibilidade de novos abalos sísmicos.
A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, classificou os tremores como “devastadores” e afirmou que as imagens e relatos vindos do país são preocupantes. “À medida que a dimensão dos danos se torna mais clara, a segurança, a proteção e o bem-estar das crianças devem permanecer no centro da resposta”, declarou.
Os terremotos atingiram principalmente Caracas e os estados de Aragua, Carabobo, Falcón, La Guaira e Miranda. Em diversas regiões, prédios desabaram e há registros de crianças entre as vítimas, segundo informações divulgadas pela própria organização.
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A agência da ONU informou ainda que atua em parceria com autoridades locais e organizações humanitárias para identificar as necessidades mais urgentes da população afetada. Entre as prioridades estão atendimento médico, proteção, apoio psicossocial, fornecimento de água potável e criação de espaços seguros para crianças e famílias desabrigadas.
Além da emergência atual, o Unicef havia solicitado um financiamento de US$ 137,6 milhões para ações humanitárias na Venezuela em 2026. Até o momento dos terremotos, apenas 35% desse valor havia sido arrecadado, o que pode dificultar a ampliação da resposta humanitária.
Na mesma região, o número de mortos já chega a 1.719, segundo atualização do governo venezuelano. Há ainda 5.034 feridos, 15.866 pessoas desalojadas e mais de 22 mil atendimentos médicos registrados desde o início da tragédia.
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Enquanto isso, novos tremores seguem sendo registrados. Um abalo de magnitude 4,6 voltou a assustar moradores de Caracas e La Guaira nesta segunda-feira (29), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), ampliando a tensão em meio às operações de resgate que ainda continuam em diversas áreas afetadas.