Ideia está em discussão no programa de governo do petista
Universalizar o ensino em tempo integral na educação básica pública brasileira exigiria um investimento anual de aproximadamente R$ 170 bilhões, segundo um estudo elaborado pelo movimento Todos Pela Educação. O valor representa um dos principais desafios fiscais para o governo federal e para estados e municípios nos próximos anos.
De acordo com o levantamento, os recursos seriam necessários para ampliar a infraestrutura das escolas, contratar profissionais, adaptar unidades de ensino e garantir a oferta de jornadas ampliadas para todos os estudantes da rede pública.
O estudo destaca que a expansão do ensino em tempo integral é considerada uma das estratégias mais eficazes para melhorar a aprendizagem, reduzir desigualdades educacionais e oferecer maior proteção social a crianças e adolescentes. No entanto, a implementação em larga escala esbarra nas limitações orçamentárias enfrentadas pelo país.
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Especialistas avaliam que, diante do atual cenário fiscal, será necessário ampliar a participação da União no financiamento da educação e construir um plano de longo prazo para que a universalização do modelo seja viável sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
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Atualmente, o governo federal mantém programas de incentivo à ampliação das matrículas em tempo integral, mas a meta de atender todos os alunos da educação básica ainda depende de investimentos bilionários e da articulação entre União, estados e municípios.