Conteúdo foi exibido durante convenção partidária do PL neste sábado (25); PT acionou Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Federal contra o material
A exibição de um vídeo criado com inteligência artificial para reproduzir Jair Bolsonaro durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência abriu uma nova discussão jurídica sobre o uso de IA nas eleições de 2026. Especialistas avaliam que o caso pode criar um precedente inédito para a Justiça Eleitoral.
O vídeo, identificado como produzido por inteligência artificial, mostrou um avatar de Bolsonaro declarando apoio ao filho. Após a divulgação, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que o material pode ter influenciado eleitores e servido para contornar as restrições impostas ao ex-presidente.
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Juristas ouvidos pela reportagem divergem sobre o caso. Parte deles entende que o vídeo pode violar as regras eleitorais sobre conteúdo sintético, enquanto outros defendem que, por informar claramente que se tratava de uma criação por inteligência artificial, a peça não necessariamente infringe a legislação. A decisão do TSE deverá ajudar a definir os limites para o uso desse tipo de tecnologia durante a campanha eleitoral.
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O episódio é considerado um dos primeiros grandes testes das normas eleitorais sobre inteligência artificial no Brasil e pode servir de referência para casos semelhantes ao longo da disputa presidencial deste ano.