Pesquisadores identificaram rede genética que conecta sistema nervoso e imunológico e pode indicar risco de agravamento da hepatite
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram um conjunto de genes que pode ajudar a prever como a hepatite viral evolui no organismo, incluindo a gravidade da inflamação no fígado e o potencial risco de desenvolvimento de câncer hepático. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Medical Virology e contou com apoio da FAPESP.
Os cientistas analisaram mais de 1,8 mil amostras de bancos de dados internacionais, com informações de tecidos do fígado e sangue de pessoas infectadas por diferentes vírus da hepatite. A partir dessa análise, foi identificada uma rede genética batizada de neuroimunoma que integra sinais do sistema nervoso e do sistema imunológico e reflete a resposta do corpo à infecção.
Veja também

HPV atinge maioria da população e vacinação é principal forma de prevenção
Segundo os pesquisadores, quando a hepatite progride para estágios mais severos, como o hepatocarcinoma (câncer de fígado), os padrões de ativação desses genes mudam de forma detectável. Essa mudança pode funcionar como um biomarcador biológico para monitorar a progressão da doença e o risco de complicações.

Foto: Reprodução
Além disso, alguns genes identificados na rede foram associados a mecanismos ligados ao estresse e até a condições de saúde mental, como depressão e ansiedade, sugerindo uma conexão biológica entre os processos inflamatórios crônicos e respostas neuroimunes no organismo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Os cientistas destacam que essa “assinatura genética” pode, no futuro, ajudar médicos a identificar precocemente pacientes com maior risco de agravamento da hepatite e orientar estratégias de acompanhamento clínico.