Estudo de fase 3 da Moderna e da MSD, com mais de 1.100 pacientes, mostra que a combinação com imunoterapia também diminuiu em 38% o risco de metástase. Lançamento é previsto para 2027
Uma vacina experimental contra o câncer desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD apresentou resultados promissores no tratamento do melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele. Em um estudo clínico de fase 3, a combinação da vacina com o imunoterápico Keytruda reduziu em 42% o risco de retorno da doença ou morte, em comparação com o tratamento que utiliza apenas o medicamento.
A pesquisa envolveu mais de 1,1 mil pacientes com melanoma de alto risco que passaram por cirurgia para retirar os tumores. Após o procedimento, os participantes receberam o Keytruda, tratamento que ajuda o sistema imunológico a combater as células cancerígenas. Parte deles também recebeu a vacina personalizada, chamada intismeran.
A tecnologia utiliza o RNA mensageiro (mRNA) para orientar o organismo a reconhecer alterações genéticas específicas do tumor de cada paciente. Dessa forma, o sistema imunológico é estimulado a identificar e atacar possíveis células cancerígenas remanescentes, com o objetivo de diminuir as chances de a doença reaparecer.
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Após dois anos de acompanhamento, 82,2% dos pacientes que receberam a combinação permaneciam vivos e sem sinais de retorno do câncer. Entre aqueles tratados apenas com Keytruda, o índice foi de aproximadamente 70%. O estudo também apontou uma redução de 38% no risco de disseminação da doença para outras partes do corpo ou morte.
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Apesar dos resultados positivos, a vacina ainda não está disponível como tratamento padrão. As empresas planejam solicitar autorização regulatória nos Estados Unidos, e novos acompanhamentos serão necessários para avaliar a duração dos benefícios e a eficácia a longo prazo. A descoberta representa um avanço na pesquisa de tratamentos personalizados, mas ainda não significa uma cura definitiva para o melanoma.