As três vacinas foram testadas em grupos diferentes e têm restrições próprias; entenda quem pode receber cada imunizante e por que algumas pessoas ficam de fora
Com o avanço dos casos de dengue no Brasil, muitas pessoas têm dúvidas sobre quais vacinas estão disponíveis e quem pode receber cada uma delas. Atualmente, três imunizantes ganharam destaque no país: a Qdenga, a Dengvaxia e a Butantan-DV. No entanto, cada uma possui regras específicas de aplicação e restrições para determinados grupos.
A Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, é a vacina mais utilizada atualmente. Ela pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca foram infectadas pelo vírus. O imunizante é composto por duas doses e foi aprovado para uma ampla faixa etária, sendo considerado uma das principais ferramentas de prevenção contra a doença.
Já a Dengvaxia, desenvolvida pela Sanofi, possui uma limitação importante. A vacina é indicada apenas para pessoas que comprovadamente já tiveram dengue anteriormente. Estudos mostraram que indivíduos sem infecção prévia podem apresentar maior risco de desenvolver formas graves da doença após uma infecção natural, motivo pelo qual o imunizante exige confirmação anterior da doença antes da aplicação.
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A Butantan-DV, primeira vacina brasileira contra a dengue e também a primeira do mundo aplicada em dose única, foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus. O imunizante pode ser utilizado por pessoas que já tiveram ou nunca tiveram dengue. Entretanto, a estratégia de vacinação foi temporariamente suspensa pelo Ministério da Saúde para investigação de eventos adversos raros registrados após a aplicação. As autoridades afirmam que ainda não existe comprovação de relação direta entre os casos investigados e a vacina.
Entre os grupos que normalmente ficam de fora da vacinação estão pessoas com alergia grave aos componentes das vacinas, indivíduos imunossuprimidos, gestantes e lactantes em determinadas situações, dependendo do imunizante utilizado. Por isso, especialistas recomendam avaliação médica antes da aplicação, especialmente em casos de doenças pré-existentes ou condições especiais de saúde.
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Mesmo com a disponibilidade das vacinas, autoridades reforçam que o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental. Eliminar criadouros, evitar água parada e adotar medidas de prevenção seguem sendo ações essenciais para reduzir os casos da doença em todo o país.