As vendas do comércio brasileiro registraram crescimento de 4,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Índice do Varejo Stone (IVS). O levantamento também mostra que, em junho, o setor avançou 1,1% em relação a maio e 5,7% na comparação anual, interrompendo a sequência de quedas observada nos dois meses anteriores.
De acordo com a Stone, a recuperação é sustentada pelo bom desempenho do mercado de trabalho, com níveis elevados de renda e desemprego próximo das mínimas históricas. Por outro lado, o alto endividamento das famílias e o custo elevado do crédito ainda limitam um crescimento mais acelerado do consumo.
Entre os segmentos que mais cresceram em junho, destaque para material de construção (2,1%), artigos de uso pessoal e doméstico (2%), móveis e eletrodomésticos (1,3%) e hipermercados e supermercados (1%). Já os setores de livros e papelarias, combustíveis e vestuário e calçados apresentaram retração no comparativo mensal.
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Na comparação com junho de 2025, todos os oito segmentos analisados registraram alta. Os maiores avanços foram observados em combustíveis e lubrificantes (7,6%), supermercados e alimentos (7,4%) e material de construção (6,8%), indicando uma recuperação mais ampla da atividade varejista.
O levantamento também aponta crescimento em todas as unidades da federação. Os maiores índices foram registrados em Roraima (13,2%), Pará (10,3%), Rondônia (10%), Amapá (9,9%) e Sergipe (9,6%). No Norte, o Amazonas apresentou alta de 7,2%, figurando entre os estados com melhor desempenho do país.
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Segundo os pesquisadores da Stone, os resultados mostram uma retomada mais disseminada do comércio em todo o Brasil, embora ainda existam diferenças entre as regiões, influenciadas por fatores como renda, acesso ao crédito e ritmo de consumo das famílias.