Secretário de Estado do Vaticano também saiu em defesa do papel da ONU na mediação de conflitos internacionais
O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17/2) que não vai participar do chamado “Conselho da Paz” (Board of Peace) criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma iniciativa que visa tratar de conflitos internacionais, com foco inicial na reconstrução da Faixa de Gaza.
A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, que explicou que a Santa Sé não se juntará ao grupo, nem mesmo como observadora, como fizeram alguns países europeus. Segundo ele, há pontos críticos na proposta que precisam ser esclarecidos, e o Vaticano acredita que, em escala global, é a Organização das Nações Unidas (ONU) e não um organismo paralelo que deve liderar a mediação e a gestão de crises entre nações.
O “Conselho da Paz” foi lançado em janeiro durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça). A ideia, defendida por Trump, é criar um corpo de líderes globais para fomentar acordos de paz e acompanhar conflitos como o de Gaza, mas isso tem gerado críticas de que a iniciativa poderia rivalizar com a ONU.
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Alguns países já aceitaram o convite para integrar o conselho, enquanto outros como Itália e Polônia também rejeitaram ou expressaram dúvidas sobre sua adesão, citando preocupações sobre a estrutura e os objetivos do grupo.
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Com a recusa, o Vaticano reforça sua postura tradicional de priorizar mecanismos multilaterais estabelecidos, como a ONU, e evita vincular sua diplomacia a um novo organismo que, na visão da Santa Sé, ainda carece de definições claras sobre função e governança.