Bombeiros intensificam o resfriamento do tanque, análises apontam contaminação no solo e em córregos, enquanto duas vítimas permanecem internadas
O vazamento de monômero de estireno em uma empresa do Polo Industrial de Manaus já levou 414 pessoas a procurarem atendimento médico e continua mobilizando bombeiros e órgãos ambientais. Mais de 70 horas após o início da ocorrência, equipes seguem trabalhando para controlar a situação e reduzir os riscos de novos vazamentos.
Neste sábado (18), o Corpo de Bombeiros intensificou o lançamento de água sobre o reservatório que armazenava a substância química. O objetivo é reduzir a temperatura do tanque, que sofreu um aquecimento anormal e passou a liberar vapores tóxicos. Segundo os técnicos, a temperatura interna continua sendo monitorada constantemente e, até o momento, o odor forte do produto diminuiu, assim como a emissão visível do gás pelas válvulas de segurança.
De acordo com a empresa Innova, responsável pelo armazenamento, o estireno estava em estado líquido quando ocorreu a elevação inesperada da temperatura. Além do resfriamento externo, as equipes iniciaram o processo de sucção da substância do interior do tanque para diminuir os riscos de novos incidentes.
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Durante a vistoria técnica, especialistas identificaram fissuras na bacia de contenção, estrutura que recebe a água utilizada no resfriamento do reservatório. As primeiras análises também apontaram indícios de contaminação por estireno no solo e em córregos próximos à fábrica, aumentando a preocupação com possíveis impactos ambientais. Diante da situação, o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus aplicaram multas que ultrapassam R$ 20 milhões por crimes ambientais.
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Foto: Reprodução
Segundo o balanço das autoridades, 414 pessoas procuraram atendimento médico após a exposição ao gás tóxico. A maioria apresentou sintomas como irritação na garganta, dores de cabeça, tontura e coceira pelo corpo. Duas vítimas continuam internadas. Entre os moradores afetados está a secretária Ingrid Sales, que decidiu deixar Manaus temporariamente com o filho de cinco meses após sentir os efeitos da substância.
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A empresa responsável pediu desculpas pelo ocorrido e informou que está colaborando com as investigações. Enquanto isso, equipes de emergência seguem monitorando a área e realizando novas análises para avaliar a extensão dos danos ambientais causados pelo vazamento.