Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) defendem hoje restrições mais amplas às bets do que as previstas em seus planos de governo apresentados ao TSE. Dos 13 programas de governo apresentados ao TSE, sete citavam apostas e dois defendiam o veto
Antes da medida provisória que determinou a proibição das bets no Brasil, sete dos 13 candidatos à Presidência haviam incluído propostas sobre apostas on-line em seus planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As ideias iam desde restrições ao uso de dinheiro de programas sociais até o endurecimento da fiscalização e o tratamento para pessoas com problemas relacionados ao jogo. A análise considera apenas os documentos entregues ao TSE, sem levar em conta declarações feitas em entrevistas, debates ou atos de campanha.
O plano de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não previa acabar com as bets. O documento defendia a manutenção de mecanismos para controlar gastos excessivos com apostas e o acompanhamento do endividamento de famílias e empresas. Na área da saúde, também propunha ampliar o atendimento a pessoas que desenvolvessem problemas relacionados aos jogos.
Flávio Bolsonaro (PL) propunha impedir que recursos de programas sociais fossem utilizados em apostas e previa campanhas educativas sobre os riscos de endividamento. Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, defendia regras mais rígidas para o setor, incluindo a proibição de publicidade de apostas em veículos de comunicação e redes sociais, além de medidas de prevenção e tratamento do jogo compulsivo.
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Entre os demais candidatos que mencionaram o tema, Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) apresentaram propostas que defendiam expressamente a proibição das apostas. Samara Martins (UP) relacionou as bets ao endividamento e ao vício, enquanto Wilson Grassi (Democrata) incluiu as casas de apostas entre os setores que deveriam ser alvo de investigação patrimonial e discutiu a destinação da arrecadação do segmento.
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Já os planos de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) não traziam menções específicas às bets, apostas on-line ou jogos de azar. A comparação se refere às propostas registradas antes da medida provisória anunciada em 25 de setembro, que determinou a retirada das plataformas de apostas do ar a partir de 6 de outubro.