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Venezuela detém americanos em meio à crescente pressão dos EUA
Foto: Reprodução

Número de cidadãos americanos detidos na Venezuela aumentou desde o início da campanha militar e econômica dos EUA contra o presidente Nicolás Maduro

As forças de segurança venezuelanas detiveram vários americanos nos meses que se seguiram ao início da campanha de pressão militar e econômica do governo de Donald Trump contra o país sul-americano, segundo um funcionário americano familiarizado com o assunto. Alguns dos detidos enfrentam acusações criminais legítimas, enquanto o governo americano considera declarar pelo menos dois prisioneiros como detidos injustamente, de acordo com o funcionário.

 

Entre os presos estão três pessoas com dupla cidadania venezuelana e americana e dois cidadãos americanos sem vínculos conhecidos com o país, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a falar publicamente.

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, há muito tempo usa americanos detidos, culpados ou inocentes de crimes graves, como moeda de troca em negociações com Washington, seu maior adversário.

 

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Em seus dois mandatos, Trump, priorizou a libertação de americanos detidos no exterior e mandou seu enviado, Richard Grenell, à Venezuela para negociar um acordo sobre prisioneiros dias após o início de seu segundo mandato. O período subsequente de negociações entre autoridades americanas e venezuelanas resultou na libertação de 17 cidadãos americanos e residentes permanentes detidos na Venezuela.

 

Mas a decisão do governo Trump de suspender essas negociações em favor de uma campanha de pressão militar e econômica contra Maduro pôs fim às libertações de prisioneiros. O número de americanos detidos na Venezuela começou a aumentar novamente nos últimos meses, segundo a autoridade americana.

 

Esse aumento coincidiu com o envio de uma frota naval americana para o Caribe e o início de ataques aéreos contra embarcações que, segundo Washington, transportam drogas a mando de Maduro. Os EUA intensificaram ainda mais sua campanha de pressão neste mês, visando petroleiros que transportam petróleo venezuelano e paralisando a maior fonte de exportações do país.

 

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A Embaixada dos Estados Unidos na Colômbia, responsável por assuntos venezuelanos, recusou-se a comentar sobre os americanos detidos na Venezuela e encaminhou as perguntas ao Departamento de Estado dos EUA, que não respondeu aos pedidos de comentários. O Ministério da Comunicação da Venezuela, responsável pelas solicitações da imprensa do governo, também não respondeu a um pedido de comentários.

 

Fonte: O Globo
 

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