Calor, umidade e praias impróprias aumentam o risco de infecções na pele
Neste verão, com o aumento das temperaturas, das chuvas e da frequência em praias e piscinas, acende-se um alerta para a saúde da pele. Além do maior risco de exposição solar, a estação cria condições favoráveis ao surgimento de dermatoses comuns, como micoses, frieiras, infecções bacterianas e dermatites de contato.
O cenário ambiental reforça essa preocupação. O Brasil inicia o verão com o menor índice de praias próprias para banho da última década. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, apenas 253 praias apresentaram condições adequadas para banho em todas as análises realizadas, o que representa 30,2% do total.
Outras 288 foram classificadas como regulares, enquanto 143 receberam avaliação ruim e 136, péssima. A proporção de praias consideradas boas é a mais baixa desde o início da série, em 2016, que contempla nove dos últimos dez anos. A única exceção é 2020, quando as medições foram suspensas em razão da pandemia, segundo levantamento da Agência Folha com base em dados oficiais de balneabilidade coletados no período.
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O dermatologista da Afya Ipatinga, Dr. Ismael Alves Rodrigues Júnior, comenta que quando o mar está contaminado, principalmente por esgoto, a pele entra em contato com diversos micro-organismos, com predominância de bactérias, o que eleva o risco de infecções cutâneas.

Foto: Reprodução
“Entre os principais problemas estão as inflamações dos folículos pilosos e infecções em lesões pré-existentes, como cortes, machucados ou doenças de pele que fragilizam a barreira cutânea. Pessoas com imunidade reduzida, como idosos e diabéticos, podem apresentar quadros mais graves, reforçando a importância de respeitar os alertas de balneabilidade e evitar o banho em praias classificadas como impróprias”.
O especialista também ressalta que durante o verão, quando há aumento das temperaturas e da umidade, criam-se condições favoráveis para a proliferação de micro-organismos na pele, como fungos e bactérias.
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“A transpiração excessiva mantém a pele úmida por mais tempo e, associada à fricção, especialmente nas áreas de dobras, compromete a barreira natural de proteção contra infecções. Nesse contexto, observa-se maior incidência de dermatoses infecciosas, principalmente micoses, como a frieira entre os dedos dos pés, a micose da virilha e aquelas que acometem regiões como axilas e tronco, além do pano branco. Também há aumento de infecções bacterianas, como foliculite e impetigo, este último mais comum em crianças, mas que também pode ocorrer em adultos, sobretudo em áreas de atrito e em ambientes de uso coletivo”.