Relação entre vereador e agência citada em investigação sobre uso de IA levanta debate sobre transparência e uso de recursos públicos.
Dados públicos disponíveis no Portal da Transparência trouxeram à tona uma relação financeira entre o vereador Rodrigo Guedes e a empresa Sacada Publicidade LTDA, ao longo de 2025. A situação ganhou repercussão porque a agência foi alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da chamada Operação Nirmata, que apura o uso de tecnologias de inteligência artificial em conteúdos políticos.
Segundo registros oficiais, o gabinete do parlamentar realizou pagamentos mensais à empresa por serviços descritos como “assessoria e consultoria técnica”, com valores que variam entre R$ 6.500 e R$ 7.000. A contratação ocorreu após a empresa ter sido citada em investigações relacionadas à produção de conteúdos manipulados, incluindo supostos áudios alterados digitalmente.
De acordo com informações divulgadas à época da operação, a investigação da Polícia Federal analisou a possível criação de materiais com uso de IA para simular falas de figuras públicas, entre elas o então prefeito de Manaus, David Almeida. O caso segue em apuração, e não há, até o momento, decisão judicial definitiva sobre responsabilidade dos envolvidos.
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A relação contratual entre o gabinete do vereador e a empresa passou a ser questionada por parte da opinião pública, principalmente pelo contexto em que a agência foi citada nas investigações. Especialistas em gestão pública destacam que, embora contratações desse tipo sejam permitidas, é fundamental que haja transparência quanto à natureza dos serviços prestados e à aplicação dos recursos.
O episódio também reacende debates políticos locais. No passado, o deputado federal Amom Mandel já havia feito críticas públicas à atuação de Guedes, questionando o uso de verbas de gabinete para serviços de comunicação. Na ocasião, houve troca de acusações entre os parlamentares, sem desdobramentos judiciais conclusivos.

Diante do cenário, cresce a cobrança por esclarecimentos mais detalhados sobre os contratos firmados, especialmente em um contexto de preocupação com desinformação digital e uso de tecnologias como inteligência artificial no ambiente político.
Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidades nos pagamentos realizados, e eventuais responsabilidades dependem do avanço das investigações e de análises dos órgãos competentes. O caso reforça a importância do acompanhamento da sociedade sobre o uso de recursos públicos e da transparência na atuação de agentes políticos.
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