Justiça determinou que vereadora que sugeriu demissão de eleitores de Lula a se retratar nas redes sociais em até 6 horas após notificação
A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA), publicou uma retratação nas redes sociais após determinação da Justiça do Trabalho. A decisão foi motivada por mensagens em que a parlamentar apoiou a demissão de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As publicações foram feitas logo depois do segundo turno das eleições. Nas mensagens, Patrícia sugeriu que empregadores identificassem funcionários que apoiaram o PT para que fossem dispensados. A manifestação provocou uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
A Justiça determinou que a vereadora não pratique nem incentive atos de discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores. Além disso, estabeleceu que ela deveria fazer uma retratação pública nas redes sociais em até seis horas após ser notificada da decisão.
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Na ação, o MPT argumentou que as mensagens poderiam estimular demissões de trabalhadores exclusivamente por suas convicções políticas e ideológicas. O órgão também destacou que a situação ganha maior gravidade por envolver uma agente pública eleita, cuja posição oferece visibilidade e influência perante a população.

Foto: Reprodução
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Na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém aprovou um pedido de licença de 22 dias apresentado pela vereadora para tratar de assuntos particulares. Até a publicação da reportagem, a defesa de Patrícia Queiroz não havia se manifestado, mas o espaço permanecia aberto para esclarecimentos.