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Vinte mulheres tiveram as mamas removidas sem necessidade durante tratamento contra câncer no Reino Unido
Foto: Divulgação

Revisão interna do NHS identificou 315 pacientes prejudicadas e 77 casos de danos significativos; até 10 mil prontuários podem ser reabertos

Vinte mulheres tiveram as mamas removidas sem necessidade durante o tratamento contra o câncer em uma unidade de saúde do nordeste da Inglaterra. O caso foi identificado em uma revisão conduzida pelo County Durham and Darlington NHS Foundation Trust, que investiga falhas no atendimento oferecido a pacientes com câncer de mama.

 

A análise já examinou 514 casos e constatou que 315 pacientes sofreram algum tipo de dano durante o tratamento. Em 77 situações, os danos foram considerados significativos, e uma paciente morreu. Também foram identificados casos de diagnósticos de câncer que foram perdidos ou atrasados, permitindo que a doença avançasse.

 

Entre as pacientes está Denise Howarth, de 51 anos, diagnosticada com câncer de mama em estágio inicial em 2023. Ela passou inicialmente por uma cirurgia para retirada do tumor, mas posteriormente foi informada de que precisaria retirar toda a mama. Após realizar a mastectomia, além de quimioterapia e radioterapia, recebeu do hospital, em 2025, a informação de que a cirurgia poderia não ter sido necessária.

 

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A investigação também apontou problemas relacionados a práticas consideradas desatualizadas e a cirurgias excessivas ou desnecessárias. O serviço de mastologia já havia sido analisado pelo Royal College of Surgeons, que apontou falhas com potencial de causar danos físicos e psicológicos aos pacientes. O profissional que comandou o serviço de cirurgia de mama entre 2013 e 2024 está com a atuação clínica restrita enquanto uma investigação interna é realizada.

 

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O hospital pediu desculpas às mulheres e às famílias afetadas e afirmou que mudanças foram implementadas no serviço. A revisão continua em andamento, e uma reunião do conselho da instituição está prevista para 24 de setembro para decidir se a apuração será ampliada e poderá abranger milhares de casos desde 2015. A Agência Nacional de Crime do Reino Unido e a polícia de Durham também investigam se houve possíveis crimes relacionados aos atendimentos. 

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