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Vírus Oropouche pode ter infectado milhões no Brasil e número real assusta especialistas
Foto: IOC-Fiocruz/Divulgação

O mosquito-pólvora (Culicoides paraensis), transmissor da febre oropouche, é tecnicamente uma mosca

Um novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo acendeu um alerta preocupante sobre a febre Oropouche no Brasil. Segundo os pesquisadores, o número real de infecções pode ser até 200 vezes maior do que os casos confirmados. A estimativa aponta que cerca de 5,5 milhões de brasileiros já podem ter sido contaminados. O dado revela uma situação muito mais grave do que os registros oficiais mostram.

 

A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Estadual de Campinas e outras instituições, indica que a doença vem se espalhando de forma silenciosa. Transmitida principalmente pelo mosquito conhecido como maruim, a febre Oropouche já era comum na região amazônica. No entanto, nos últimos anos, o vírus avançou para novas áreas do país. Casos e até mortes começaram a ser registrados recentemente, aumentando ainda mais a preocupação.

 

Os números oficiais do Ministério da Saúde indicam pouco mais de 26 mil casos nos últimos anos. Mas, segundo o estudo, a realidade pode ser muito diferente e muito mais ampla. Só em Manaus, considerada um dos epicentros recentes, o total de infectados pode ser até 200 vezes maior que o registrado. Testes com doadores de sangue mostraram um aumento expressivo de pessoas com anticorpos contra o vírus.

 

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Especialistas explicam que a subnotificação acontece por vários motivos, principalmente pela dificuldade de acesso à saúde em áreas remotas. Muitas pessoas infectadas não chegam a ser diagnosticadas ou sequer procuram atendimento. Além disso, grande parte dos casos apresenta sintomas leves ou até nenhum sintoma. Isso faz com que o vírus circule sem ser percebido, aumentando ainda mais sua disseminação.

 

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Outro fator que preocupa é o surgimento de uma nova linhagem do vírus, identificada por pesquisadores da Fiocruz. Essa versão pode escapar com mais facilidade do sistema imunológico e se espalhar mais rapidamente. Sem vacina ou tratamento específico, a principal forma de proteção ainda é evitar a picada de insetos, especialmente em áreas de maior risco. 

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