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Vírus sincicial respiratório já responde por maioria dos casos de bronquiolite em bebês; vacinação de gestantes é principal forma de prevenção
Foto: Reprodução

O vírus sincicial respiratório (VSR) é hoje um dos maiores vilões da saúde infantil no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o agente é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.

 

A principal forma de prevenção é a vacinação das gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização da mãe garante proteção direta ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, período considerado mais crítico para complicações respiratórias.

 

Para ampliar a cobertura vacinal e apoiar o Programa Nacional de Imunizações, a Hapvida tem intensificado campanhas educativas e contato direto com beneficiárias, reforçando a importância de manter a caderneta de vacinação em dia.

 

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De acordo com o diretor médico de Programas Especiais da empresa, André Luiz Fioravante, a vacina é fundamental não apenas para proteção individual, mas também coletiva.

 

“A imunização salva vidas, reduz hospitalizações e evita complicações graves para os bebês. É o método mais eficaz de proteção da comunidade”, afirma.

 

Até novembro, o Ministério da Saúde registrou mais de 43 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo VSR em todo o país. Crianças menores de dois anos concentraram 35,5 mil internações — o equivalente a 82,5% do total.

 

Segundo especialistas, a maioria dos quadros é causada por infecção viral. O tratamento da bronquiolite é voltado ao alívio dos sintomas e, em casos mais graves, pode exigir oxigênio suplementar, hidratação e uso de broncodilatadores.

 

Durante o acompanhamento pré-natal, gestantes são orientadas a atualizar o cartão vacinal e procurar a unidade de saúde mais próxima. A recomendação é tomar uma dose da vacina contra o VSR a cada nova gestação, sempre a partir da 28ª semana.

 

A imunização pode ser feita junto com as vacinas contra covid-19 e influenza, sem riscos. Estudos clínicos mostram que a vacinação materna tem eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves por VSR em bebês nos três primeiros meses de vida.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também emitiu alerta à América Latina após o aumento de casos de influenza A (H3N2) em diferentes regiões do mundo, reforçando a necessidade de vacinação especialmente entre gestantes, crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.

 

Além das campanhas, pacientes com doenças crônicas são monitorados por equipes especializadas da Hapvida, que realizam ligações para acompanhar tratamentos e incentivar a vacinação. Após o contato direto, cerca de 74% dos pacientes procuraram um posto de saúde para tomar ao menos uma dose de vacina.

 

Especialistas reforçam ainda medidas básicas de prevenção, como higienizar as mãos, usar máscara em caso de sintomas gripais e evitar contato próximo com bebês quando estiver doente.

 

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A orientação é clara: vacinar gestantes, familiares e cuidadores é uma das formas mais eficazes de proteger quem está no grupo de maior vulnerabilidade e reduzir internações por doenças respiratórias no país. 

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