Com Júnior e Paulo Nunes no elenco, Rubro-Negro se classificou para a semifinal da extinta Supercopa da Libertadores
Flamengo e Estudiantes se enfrentam nesta quinta-feira (18), às 21h30, no Maracanã, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores. No retrospecto do confronto, a vantagem é rubro-negra: são oito jogos, com três vitórias, quatro empates e uma derrota. Há 33 anos, em 1992, o clube carioca venceu pela última vez o rival desta quinta-feira, com gol de Gaúcho.
Com o Maracanã em obras após a tragédia na arquibancada (veja o vídeo abaixo) antes da final do Brasileirão daquele ano, entre Flamengo e Botafogo — que deixou três mortos e 82 feridos, o Rubro-Negro levou o duelo continental para o Estádio de Moça Bonita, em Bangu. Desde então, foram outros três confrontos entre as equipes: dois empates e uma derrota.
A confusão começou antes mesmo do apito inicial. Dirigentes do Estudiantes emitiram um protesto formal à Conmebol criticando o gramado, o local destinado ao banco de reservas e as dimensões de uma das traves. Mesmo sob duras críticas, o jogo foi mantido, e os 1.072 presentes em Moça Bonita - público quase irrisório se tratando de um duelo continental - presenciaram um jogo pouco criativo.
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As equipes à época viviam momentos distintos. Enquanto o Flamengo havia conquistado o pentacampeonato brasileiro três meses antes, o Estudiantes era o penúltimo colocado do Campeonato Argentino e estreava o técnico uruguaio Luis Garisto, que substituía o recém-demitido Daniel Romeo. Apesar do favoritismo rubro-negro, os argentinos fizeram um jogo duro e recheado de faltas.
O Flamengo pouco criou, e as melhores oportunidades vieram em bolas paradas. No primeiro tempo, o ex-atacante Gaúcho chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento. Na segunda etapa, após boa jogada, o jovem Paulo Nunes foi derrubado na grande área. De pênalti, Gaúcho marcou e garantiu a vitória por 1 a 0.
O jogo ficou marcado por uma confusão após o fim da partida: Júnior Baiano acabou se envolvendo em uma briga com o zagueiro Iribarren, aplicando um tapa no rosto do argentino.
CONFUSÃO NA ARGENTINA
No jogo da volta, em La Plata, um empate classificava o clube carioca e foi o que aconteceu. Jogando em casa, os argentinos fizeram valer o fator casa e pressionaram o Flamengo desde o início. Apesar da pressão, a experiência do maestro Júnior, capitão do time e à época com 38 anos, fez a diferença. Foi dele o passe que deixou Marquinhos frente à frente com o Yorno para abrir o placar. Sete minutos depois, com um voleio espetacular, Siviski empatou.
As cenas lamentáveis aconteceram depois do apito final. Após a invasão de campo por parte de um torcedor — que agrediu o juiz Ernesto Filippi, uma confusão entre a polícia e os jogadores do Estudiantes começou. Os jogadores do Flamengo, classificados para as semis da Supercopa da Libertadores, deixaram o campo de forma imediata.
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As equipes voltaram a se enfrentar dois anos depois, em 1994, pela Supercopa da Libertadores, dessa vez com resultado positivo para os argentinos. Após empate sem gols no Maracanã, o Estudiantes venceu por 2 a 0 em La Plata e avançou.
Fonte: GE