Vigilante suspeito continua alegando legitima defesa mas polícia entende que essa versão é mentirosa
O vigilante Raymison Machado Costa Barroso, de 40 anos, permanecerá preso e à disposição da Justiça do Amazonas. Ele foi encaminhado para audiência de custódia no fim da manhã desta terça-feira, 7, no Fórum Ministro Henoch Reis.
Ele é acusado de tentar matar a tiros uma mulher trans, de 38 anos, na noite do dia 21 de junho, em uma área de mata no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus.
De acordo com as investigações, Raymison Machado teria cometido a tentativa de homicídio após se recusar a pagar pelo programa sexual. Em seguida, ele levou a mulher trans para um local afastado, onde efetuou um disparo que atingiu o peito da vítima.
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Raymison Machado é acusado de tentativa
de homicídio contra a mulher
trans no bairro Japiim
De acordo com as informações sobre o crime, o vigilante utilizou a arma de fogo da empresa de segurança patrimonial onde trabalha e teria efetuado quatro disparos contra a mulher trans.
O delegado Guilherme Antoniazzi já havia confirmado que Raymison alegou legítima defesa em seu depoimento, prestado após ser preso na segunda-feira, 6. Segundo o investigado, a vítima teria tentado assaltá-lo.
No entanto, de acordo com o delegado responsável pelo caso, a versão apresentada pelo vigilante não corresponde aos indícios e às provas coletadas no local do crime.

Delegado Guilherme Antoniazze comanda a
investigação da tentativa de homicídio
(Fotos: Divulgação)
Apesar do estado grave em que se encontra, a mulher trans prestou depoimento no hospital e afirmou que Raymison manteve relações sexuais com ela, mas, após se recusar a pagar pelo programa, tornou-se violento e cometeu a tentativa de homicídio.
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A investigação continua sob responsabilidade do 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O mandado de prisão foi cumprido na segunda-feira, na residência do vigilante, que agora permanecerá à disposição da Justiça enquanto responde pelo crime.