O zagueiro Carlos Zambrano registrou uma denúncia por extorsão na promotoria de Callao, no Peru, após receber mensagens relacionadas à acusação de abuso sexual que envolve seu nome.
Afastado do Alianza Lima desde que uma jovem argentina apresentou queixa contra ele, Zambrano entrou com a denúncia contra a mesma mulher na semana passada, segundo informou sua defesa.
De acordo com o advogado Gonzalo Hidalgo, a medida foi tomada um dia depois de o jogador receber mensagens consideradas extorsivas, enviadas por meio de redes sociais.
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“A denúncia foi apresentada há cerca de uma semana na promotoria de Callao, pelas mensagens que meu cliente recebeu no dia anterior”, afirmou Hidalgo à AFP.
DEFESA FALA EM TENTATIVA DE CHANTAGEM
Segundo o advogado, além da jovem que fez a acusação inicial, outras três pessoas ainda não identificadas estariam envolvidas no envio das mensagens. Em entrevista à rádio RPP, Hidalgo disse que o conteúdo condicionava o andamento do caso a um contato direto com o atleta.
De acordo com ele, os supostos chantagistas teriam pedido que Zambrano se comunicasse “por esse meio se quisesse resolver o problema”, afirmando ainda que, caso contrário, o processo seria encaminhado ao Ministério Público.
Já o advogado da jovem argentina, Luis Deuteris, criticou a atitude da defesa do jogador. Também à RPP, ele declarou: “Denunciar uma vítima de abuso é desprezível”.
ACUSAÇÃO DE ABUSO SEXUAL
A jovem argentina, de 22 anos, registrou denúncia por abuso sexual contra Zambrano no dia 18 de janeiro. O caso também envolve o lateral-esquerdo Miguel Trauco e o meio-campista Sergio Peña, ambos com vínculo rescindido posteriormente pelo Alianza Lima.
Segundo a acusação, o suposto abuso teria ocorrido em um hotel da delegação peruana em Montevidéu, no Uruguai, durante a pré-temporada. Os jogadores negam todas as acusações.
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Após tomar conhecimento do caso, o Alianza Lima afastou os três atletas e abriu processo disciplinar interno. No último sábado, o clube confirmou as saídas de Peña e Trauco, sem detalhar a situação esportiva e jurídica de Zambrano. O caso segue sob investigação pelas autoridades peruanas.