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Zelensky estuda eleições e referendo sobre acordo de paz enquanto guerra com a Rússia segue sem desfecho
Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria avaliando a realização de uma eleição presidencial e de um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia ainda no primeiro semestre deste ano. A informação foi revelada pelo jornal Financial Times, que ouviu fontes ucranianas e diplomatas ocidentais.

 

Segundo a publicação, o anúncio oficial poderia ocorrer em 24 de fevereiro — data que marca quatro anos da invasão ordenada pelo presidente russo Vladimir Putin. Pelo plano discutido nos bastidores, a votação estaria prevista para 15 de maio.

 

Apesar de a lei ucraniana permitir que Zelensky permaneça no cargo durante a Lei Marcial, sua legitimidade vem sendo questionada por Moscou e já foi criticada publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Procurado, Zelensky afirmou que só aceitará eleições caso haja um cessar-fogo e garantias reais de segurança.

 

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Diplomatas ouvidos pelo FT apontam que a possível antecipação do processo eleitoral estaria ligada à pressão da Casa Branca por um acordo rápido para encerrar o conflito. Caso não haja votação até maio, Trump poderia retirar a proposta de garantias de segurança à Ucrânia — ponto central nas negociações.

 

Na semana passada, Zelensky declarou que os EUA querem um acordo fechado até junho, sugerindo que o calendário estaria relacionado às eleições de meio de mandato americanas.

 

— Eles farão de tudo para acabar com a guerra e querem um cronograma claro de todos os eventos — afirmou o presidente ucraniano. Se a eleição ocorrer, Zelensky pode enfrentar nomes de peso, como o ex-comandante das Forças Armadas Valery Zalujny, atualmente embaixador da Ucrânia no Reino Unido e apontado como favorito em pesquisas recentes.

 

Levantamento do instituto Ipsos indica vantagem de Zalujny (23%) sobre Zelensky (20%). A rejeição do ex-general é de apenas 7%, contra 27% do atual presidente.

 

Já dados do Gallup mostram um país dividido: apenas 42% dos ucranianos dizem confiar plenamente no processo eleitoral, apesar de Zelensky ainda manter aprovação em torno de 67%.

 

Especialistas alertam que organizar eleições em um país em guerra é um desafio sem precedentes. A Lei Marcial impede o pleito, milhares de soldados estariam impossibilitados de votar, e ataques russos poderiam atingir zonas eleitorais. Além disso, milhões de refugiados internos e no exterior complicam ainda mais a logística.

 

— Seis meses de preparação não é o máximo, é o mínimo — afirmou Olha Aivazovska, da organização OPORA, ao FT. — Nunca houve uma situação como esta. Outro ponto sensível é o possível referendo sobre um plano de paz ainda em construção, que pode incluir exigências duras de Moscou, como reconhecimento de territórios ocupados.

 

Analistas temem que uma votação apressada comprometa a credibilidade democrática da Ucrânia, já marcada no passado por eleições contestadas e crises institucionais. Enquanto isso, os bombardeios russos continuam, deixando cidades sem energia e aquecimento, reforçando o cenário de instabilidade.

 

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Mesmo com o desejo internacional por um acordo rápido, o futuro político da Ucrânia segue cercado de incertezas — tanto nas urnas quanto no campo de batalha. 

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