Ex-governador afirma que ex-aliado colocou interesses pessoais acima do grupo político, enquanto articulações para o Governo de Minas ampliam o racha entre antigos parceiros.
O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, elevou o tom contra seu ex-secretário Marcelo Aro e o acusou de traição em meio às articulações para a disputa pelo Governo de Minas nas eleições de 2026.
As declarações foram feitas nesta quinta-feira (30), após o atual governador mineiro, Mateus Simões, anunciar o afastamento de Aro do planejamento eleitoral do governo. Segundo Simões, o ex-secretário teria utilizado os últimos anos para fortalecer um projeto político próprio, em vez de colaborar com a estratégia do grupo.
Em vídeo divulgado à imprensa, Zema criticou duramente o antigo aliado e afirmou que sua postura representa práticas da velha política.
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"Essa traição do Aro é um dos problemas da política brasileira. As pessoas pensam apenas nos próprios interesses. O que ele fez em Brasília pode abrir espaço para que políticos vendidos destruam Minas novamente. Não podemos dar oportunidade para essas aves de rapina. Arranjos feitos em jantares secretos não têm nada a ver com Minas Gerais", declarou.
Marcelo Aro ocupou cargos estratégicos durante a gestão de Romeu Zema, comandando inicialmente a Casa Civil e, posteriormente, a Secretaria de Governo, responsável pela articulação entre o Executivo, o Legislativo e outras instituições estaduais.
Até poucos meses atrás, a expectativa era de que Aro integrasse a chapa de Mateus Simões como candidato ao Senado. No entanto, o cenário começou a mudar após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD. Com a chegada do parlamentar, que também pretende disputar uma vaga no Senado, Aro passou a demonstrar insatisfação com seu espaço dentro do grupo político.
Ao comentar o rompimento, Mateus Simões afirmou ter sido surpreendido pelas movimentações do ex-secretário.
"Para minha surpresa, Marcelo Aro já vinha negociando há semanas uma candidatura própria ao Governo de Minas, mesmo depois de eu afirmar publicamente que ele seria o nosso candidato ao Senado", declarou o governador em entrevista.
Nos bastidores, Marcelo Aro intensificou conversas com deputados, prefeitos, vereadores e lideranças políticas para viabilizar sua candidatura ao Palácio Tiradentes. O movimento pode alterar significativamente o cenário da sucessão estadual e influenciar as estratégias de partidos como PL e Republicanos, que também discutem possíveis candidaturas ao governo mineiro.
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O episódio evidencia o rompimento entre antigos aliados e amplia a disputa política em Minas Gerais, um dos estados considerados estratégicos nas eleições de 2026. Até o momento, Marcelo Aro não respondeu publicamente às críticas feitas por Romeu Zema.