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Zema descarta abrir mão de candidatura e rebate ideia de apoio a Flávio Bolsonaro: 'Mera conjugação'
Foto: Reprodução

Presidenciável do Novo comentou a declaração em evento realizado pelo Instituto Diálagos, em São Paulo

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, minimizou as declarações feitas pelo atual governador mineiro, Mateus Simões (PSD), que sugeriu uma composição política com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026.

 

Durante participação em um evento promovido pelo Instituto Diálagos, em São Paulo, Zema afirmou que a declaração não passa de uma hipótese levantada por Simões e garantiu que segue firme em seu projeto presidencial.

 

“Recebo as declarações com muita naturalidade. Quem acompanhou a fala toda sabe que isso é uma mera conjugação, uma mera ideia. O mundo perfeito sempre existe nas nossas cabeças e, para mim, o mundo perfeito seria ser candidato único também”, declarou.

 

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Apesar da sugestão de uma aliança com o grupo bolsonarista, Zema ressaltou que continua apoiando Mateus Simões e destacou a boa relação política entre Novo e PSD em Minas Gerais.

 

No mesmo evento, o pré-candidato também fez críticas à política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil vem se aproximando excessivamente da China e se afastando de países do Ocidente, o que, em sua avaliação, representa um risco econômico para o país.

 

Zema afirmou que a dependência comercial brasileira em relação ao mercado chinês pode gerar vulnerabilidade caso o gigante asiático reduza a compra de produtos nacionais.

 

“A partir do momento em que você depende de um cliente, você fica vulnerável. E me parece que o PT escolheu essa opção”, afirmou.

 

O governador mineiro também comentou as recentes tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos e disse acreditar que integrantes da família Bolsonaro, por manterem proximidade com o presidente norte-americano Donald Trump, podem contribuir para reduzir os atritos diplomáticos.

 

Ao abordar a possibilidade de o Brasil adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, Zema defendeu cautela e alertou para possíveis impactos negativos sobre a economia nacional.

 

Segundo ele, decisões automáticas podem acabar prejudicando consumidores, empresários e setores como o turismo, elevando preços e reduzindo a circulação de visitantes estrangeiros no país.

 

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As declarações acontecem em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026, que já movimenta lideranças da direita e do centro político em busca de alianças e definição de candidaturas. 

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