Na semana passada, a primeira-dama pediu que autoridades do governo bloqueassem a plataforma no Brasil após morte
Os candidatos à Presidência Romeu Zema e Renan Santos criticaram a primeira-dama Janja após a decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de suspender as transmissões ao vivo do Discord no Brasil. A medida foi tomada após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão na plataforma e gerou forte repercussão política.
Janja havia defendido publicamente que o Discord fosse retirado do ar no país. Em declarações recentes, a primeira-dama afirmou que seria necessário encontrar mecanismos legais para bloquear a plataforma diante dos riscos envolvendo crianças e adolescentes. A ANPD, porém, determinou a suspensão especificamente das ferramentas de transmissão ao vivo, e não o bloqueio completo do aplicativo.
Zema se posicionou contra a medida e criticou a atuação do governo no episódio. O governador de Minas Gerais e candidato à Presidência questionou a decisão e classificou a iniciativa como parte de uma postura que, segundo ele, ultrapassa os limites da proteção aos usuários.
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Renan Santos, também candidato ao Palácio do Planalto, adotou uma postura semelhante e usou as redes sociais para atacar a posição de Janja. O integrante do Missão afirmou que a suspensão das lives representa uma intervenção indevida e criticou a influência da primeira-dama na discussão sobre o funcionamento da plataforma.
A decisão da ANPD ocorreu após uma investigação que apontou falhas de segurança e de governança do Discord na proteção de menores. O órgão citou riscos relacionados à exposição a conteúdos violentos, assédio, automutilação e incentivo ao suicídio. A plataforma terá de demonstrar a adoção de medidas consideradas suficientes para que o recurso de transmissões ao vivo volte a funcionar no país.
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O episódio ampliou a disputa política em torno da regulação das plataformas digitais no Brasil. Enquanto integrantes do governo defendem medidas mais rígidas para proteger crianças e adolescentes, opositores questionam os limites da intervenção estatal e alertam para possíveis impactos sobre a liberdade dos usuários e o funcionamento das redes sociais.