O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teve que se defender diante do Tribunal Superior de Los Angeles em um processo que discute a responsabilidade das plataformas digitais por problemas de saúde mental em jovens.
A ação foi movida por uma jovem de 20 anos que acusa a Meta e o YouTube de contribuírem para o desenvolvimento de ansiedade, depressão e Transtorno Dismórfico Corporal, condição caracterizada por distorção da própria imagem.
O caso pode estabelecer novos parâmetros para o uso de redes sociais por menores de idade — não apenas nos Estados Unidos, mas com possível repercussão global.
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No centro da discussão está a acusação de que as plataformas manipulam algoritmos para manter adolescentes conectados por mais tempo. Em 2024, o psicólogo social Jonathan Haidt publicou o livro A geração ansiosa, no qual associa a popularização dos smartphones e redes sociais ao aumento de depressão, ansiedade e problemas de autoestima entre jovens.
Segundo estudos citados na obra: Meninos tendem a se isolar em jogos eletrônicos; Meninas seriam mais impactadas pela busca de padrões irreais de aparência nas redes.
Zuckerberg já havia sido convocado ao Congresso dos Estados Unidos em 2024, quando pediu desculpas a famílias que atribuem às redes sociais a morte de seus filhos.
Atualmente, a Meta responde a processos em pelo menos 41 dos 50 estados americanos por supostamente manipular algoritmos para “viciar” adolescentes.Em seu depoimento, Zuckerberg reconheceu que a empresa demorou a barrar menores de 13 anos no Instagram:
“Gostaria que tivéssemos feito isso antes”, afirmou, alegando dificuldades na verificação de idade. No entanto, documentos internos revelados por uma ex-funcionária indicam que, já em 2015, executivos da empresa discutiam estratégias para aumentar o tempo de uso por adolescentes. Um memorando atribuía a meta de elevar o tempo de permanência nas plataformas em 12%.
Especialistas apontam que o processo representa uma reação da sociedade diante dos impactos das redes na saúde mental. O julgamento pode influenciar futuras regulamentações e estabelecer responsabilidades mais claras para empresas de tecnologia.
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O caso reacende o debate sobre os limites da atuação das big techs e a necessidade de regras mais rígidas para proteger crianças e adolescentes — tema que também deve mobilizar autoridades brasileiras.