Ex-secretário de Segurança afirma que projeto foi alvo de críticas do parlamentar e que a controvérsia deixou de lado os benefícios da tecnologia para a população
O ex-secretário de Segurança Pública (SSP-AM), coronel Vinícius Almeida, afirma que o deputado estadual Péricles prejudicou a população ao impedir a implantação da delegacia digital no Amazonas. A ferramenta permitiria atendimento por videochamada, 24 horas por dia, em casos que não exigissem o deslocamento imediato do cidadão a uma delegacia.
A proposta fazia parte de um conjunto de soluções desenvolvidas durante sua passagem pela SSP-AM. Entre elas, estava o aplicativo SSP-AM Cidadão, que reúne serviços, 24 horas, como solicitação de viaturas, denúncias pelo 181 e pedido de medida protetiva para mulheres. No entanto, uma das funcionalidades do sistema não avançou: a delegacia digital.
De acordo com o ex-secretário, a delegacia digital permitiria que determinadas ocorrências fossem registradas sem que o cidadão precisasse se deslocar imediatamente a uma unidade policial. O atendimento seria feito por videochamada, com coleta das informações necessárias e encaminhamento posterior para os casos que exigissem procedimentos presenciais.
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Durante entrevista a um podcast local, nesta quinta-feira (20/08), coronel Vinícius Almeida citou como exemplo o roubo de um veículo durante a madrugada. Pelo sistema planejado, o proprietário poderia iniciar o registro pelo aplicativo e ser direcionado para atendimento por vídeo.
A proposta não eliminaria as delegacias físicas, especialmente as unidades especializadas. A ideia, segundo o ex-secretário, era oferecer uma alternativa para ocorrências mais simples e desafogar o atendimento presencial. “Por que não foi implementado? Porque o delegado Péricles criou uma celeuma no Estado, dizendo que o sistema era igual ao sistema de Brasília, que não prestava, e ele não se deu o trabalho de parar para entender tecnicamente o que estava sendo proposto para a sociedade amazonense”, afirmou.
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Para Vinícius Almeida, a controvérsia impediu que a sociedade tivesse acesso aos benefícios que poderiam ter sido gerados pela ferramenta. Ele revelou ainda que, após este episódio, passou a considerar necessária sua participação na política diante de situações que demonstram a prevalência de interesses de poder sobre os da população. “Pensam apenas no poder e não pensam na população, ainda mais sendo alguém do sistema de segurança. Isso é um absurdo, é revoltante”, concluiu o coronel.