Trabalho análogo à escravidão
O governo federal atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo, cadastro que reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão. A nova versão inclui centenas de nomes entre pessoas físicas e empresas, após a conclusão de processos administrativos.
Ao todo, a atualização mais recente acrescentou 159 novos empregadores, ligados a casos registrados entre 2020 e 2025, período em que mais de 1.500 trabalhadores foram resgatados dessas condições.
Entre as atividades com maior número de ocorrências aparecem pecuária, cultivo de café, trabalho doméstico e construção civil, setores que concentram boa parte das denúncias investigadas pelas autoridades.
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A lista é divulgada periodicamente pelo Ministério do Trabalho e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização, além de servir como referência para bancos e empresas na hora de firmar contratos, já que os nomes permanecem no cadastro por até dois anos.
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A inclusão só ocorre após decisão definitiva na esfera administrativa, quando fica comprovado que houve exploração de trabalhadores em condições degradantes, jornadas exaustivas ou restrição de liberdade, práticas consideradas ilegais e combatidas por operações do governo.