Relatório reúne diálogos em que banqueiro aciona grupo ligado a policiais para pressionar alvos e obter informações
Mensagens atribuídas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e obtidas pela Polícia Federal revelam episódios em que o banqueiro teria acionado um grupo conhecido como “A Turma” para pressionar pessoas consideradas adversárias. Nos diálogos, aparecem referências a uma “medida mais drástica”, a um “sacode” e à possibilidade de dar “apenas um susto” ou realizar outra ação contra determinados alvos.
Segundo a investigação, “A Turma” era formada por seis integrantes e seria liderada pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O grupo teria como funções levantar informações sobre pessoas, empresas, processos e investigações, inclusive procedimentos sigilosos, além de atuar em ações de intimidação. O relatório aponta ainda que a estrutura recebia cerca de R$ 400 mil por mês.
Um dos episódios citados ocorreu em 2024, quando Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou que seria necessária uma “medida mais drástica” contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador da Esh Capital e crítico de Vorcaro. Em outra conversa, relacionada a publicações sobre um pedido de falência do Banco Master, Mourão perguntou se “A Turma” deveria “ir para cima” de um homem identificado como Daniel Marinelli Meira. Vorcaro teria concordado e, na sequência, os dois discutiram se a intenção seria apenas dar um susto ou tomar outra medida.
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As mensagens também mostram supostos pedidos para obter informações sobre investigações envolvendo Vorcaro, familiares e empresas ligadas a ele. Os diálogos mencionam procedimentos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Polícia Civil de São Paulo. Em determinado caso, Mourão afirmou que “A Turma” havia conseguido informações sobre a origem de uma intimação e que um advogado ligado ao grupo teria resolvido a situação.
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Para a Polícia Federal, os episódios fazem parte da atuação de uma estrutura utilizada para coleta de informações e intimidação de pessoas que contrariavam interesses de Vorcaro. O relatório aponta ainda que o grupo teria acesso a sistemas oficiais restritos e informações sigilosas. As conclusões fazem parte da investigação e serão analisadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.