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'Prazer é saúde!': Especialista revela hábito sexual diário que pode trazer benefícios na cama e fora dela
Foto: Reprodução

Priorizar o prazer — inclusive sozinho — pode trazer benefícios para saúde mental, relações afetivas e até desempenho profissional

A educadora sexual e especialista em relacionamentos Tara Suwinyattichaiporn afirma que um hábito simples e diário pode ajudar a melhorar a vida sexual e até outros aspectos do cotidiano: a masturbação. Segundo ela, priorizar o próprio prazer pode trazer benefícios que vão além do sexo, influenciando saúde mental, relacionamentos e até a carreira.

 

Há cerca de sete anos, a especialista decidiu colocar a própria satisfação sexual como prioridade. A decisão, segundo ela, ocorreu em um momento em que cada vez menos pessoas estão tendo relações sexuais, especialmente entre jovens que cresceram em meio à exposição à pornografia online e hoje convivem com tecnologias como aplicativos de “nudify” e deepfakes.

 

Para a especialista, o bem-estar sexual deveria ser uma prioridade para todos. “Prazer é medicina”, afirmou durante participação em um podcast. “Quando você experimenta prazer de forma consistente, melhora a saúde do coração, o sistema imunológico e a saúde mental. De todas as coisas na minha vida, os orgasmos me dão o melhor retorno sobre o investimento.”

 

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Ela diz que os efeitos positivos também apareceram em outras áreas da vida. Seus relacionamentos se fortaleceram — tanto com o marido quanto com outras pessoas com quem se relaciona — e sua carreira avançou. “Tenho todas essas oportunidades que eu não poderia ter imaginado, e tudo veio de eu focar na parte mais profunda de mim mesma.”

 

Entre essas oportunidades estão a criação da plataforma de coaching sobre sexo e relacionamentos Luvbites, além de trabalhos como especialista em namoro em programas de televisão e colunista sobre sexualidade.

 

MASTURBAÇÃO COMO ROTINA

 

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A principal recomendação da especialista para melhorar o bem-estar sexual é direta: masturbação.

 

“Masturbação. Eu sempre fico surpresa com quantas mulheres, especialmente, não se masturbam. Vamos lá. Ter orgasmos é muito bom para você. Você não pode lutar contra a ciência.”

 

Segundo ela, durante o orgasmo o cérebro libera hormônios associados ao bem-estar, como serotonina, dopamina e ocitocina. Estudos também sugerem que o orgasmo pode aliviar sintomas da menopausa.

 

A especialista recomenda que a prática faça parte da rotina diária, preferencialmente pela manhã.

 

“É como começar o dia com o melhor coquetel de bom humor possível. Você pode seguir o dia com mais confiança, mais assertividade, se sentindo bem consigo mesma, com bom humor, tomando decisões melhores e com mais clareza mental.”

 

Ela acrescenta, em tom de brincadeira: “Eu fiz isso esta manhã, antes de gravar este podcast. Acho que isso me faz aparecer melhor.”

 

EVITAR ROTINA NO PRAZER

 

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Apesar da recomendação simples, a especialista ressalta que é importante variar as experiências. Segundo ela, a repetição constante de um único estímulo pode levar ao que chama de “masturbação idiossincrática”.

 

Isso ocorre quando o cérebro se acostuma a apenas um tipo de sensação para atingir o prazer, o que pode dificultar o orgasmo durante relações com parceiros.

 

“Se você usa apenas um vibrador o tempo todo, as vias neurais ficam ligadas apenas àquele tipo de sensação. É por isso que eu uso vários tipos diferentes de brinquedos sexuais, sozinha e com um parceiro.”

 

TRÊS PILARES DO BEM-ESTAR SEXUAL


Para a especialista, o bem-estar sexual se sustenta em três pilares: relacional, social e pessoal.

 

O primeiro envolve as relações com outras pessoas. Segundo ela, muitos casais se preocupam excessivamente com a frequência do sexo, quando a questão mais importante é a comunicação.

 

“Uma das principais perguntas que recebo de casais casados é: quantas vezes devemos fazer sexo por semana? As pessoas ficam preocupadas em se comparar com outros casais. Mas a questão real é a comunicação sexual.”

 

O segundo pilar é o social, que envolve as atitudes culturais em relação ao sexo. Em sociedades mais conservadoras, afirma, a vergonha e o tabu podem dificultar a expressão da sexualidade.

 

“Você pode ser alguém aberto à exploração, amar sua própria identidade sexual e estar pronto para falar sobre isso com seu parceiro. Mas, se estiver em uma cultura muito fechada, onde não pode se comunicar, não consegue viver sem pedir desculpas. Isso é um problema.”

 

Já o terceiro pilar é o pessoal, ligado à autoestima sexual, à imagem corporal e ao nível de educação sexual recebido ao longo da vida. Muitas vezes, a falta de informação sobre sexualidade é o primeiro obstáculo para uma vida sexual mais saudável.

 

EDUCAÇÃO E AUTOESTIMA

 

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Fotos: Reprodução


Segundo a especialista, melhorar o bem-estar sexual pode começar com pequenas conquistas.

 

“É exatamente o mesmo que qualquer psicólogo diria. Você precisa conquistar algo pequeno de forma consistente”, afirma. “A consistência constrói confiança: eu consigo fazer isso. Sou capaz.”

 

Ela também recomenda buscar conhecimento sobre sexualidade humana para ampliar a compreensão do tema.

 

“Eu amo o livro ‘Come As You Are’, de Emily Nagoski, e ‘She Comes First’, de Ian Kerner.”

 

Ao mesmo tempo, alerta para a necessidade de avaliar a credibilidade de especialistas.

 

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“Se você encontrar um especialista em sexo de que goste, pesquise sobre ele. Veja quais são suas credenciais e que tipo de trabalho fez. Se os ensinamentos forem muito preto no branco, isso é um sinal de alerta. Não confie em ninguém que diga ‘se você fizer X, está condenado, se não fizer X, estará divorciado amanhã’, porque o bem-estar sexual é muito cheio de nuances.” 

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