Estudo investigou 349 voluntários com pré-hipertensão por um ano e o resultado impressiona
Uma equipe de pesquisadores e médicos chineses relataram que praticar o tai chi chuan, prática chinesa antiga de movimento lentos, gentis e coreografados, capazes de deixar as pessoas mais fortes não apenas mentalmente, mas fisicamente, e também mais saudáveis, é melhor para reduzir a pressão alta do que aqueles que praticam somente exercícios aeróbicos.
O estudo, publicado na revista JAMA Network Open, investigou cerca de 349 voluntários adultos com pré-hipertensão. O grupo foi dividido aproximadamente ao meio, com um subgrupo comprometendo-se a praticar tai chi durante uma hora, quatro vezes por semana, durante um ano, e o outro subgrupo a fazer exercícios aeróbicos com a mesma frequência.
Os pesquisadores fizeram medições da pressão arterial no início do estudo, aos seis meses e depois aos 12 meses.
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Pesquisas anteriores sugeriram que os exercícios aeróbicos (aqueles que aumentam a respiração e a frequência cardíaca) podem prevenir o desenvolvimento de hipertensão em pessoas com pré-hipertensão.
Os pesquisadores descobriram que o tai chi teve um impacto mais significativo na redução da pressão arterial do que o exercício aeróbico. Mais especificamente, eles descobriram que os voluntários do grupo de tai chi observaram alterações de menos 7,01 mmHg (Milímetro de mercúrio) em comparação com menos 4,61 mmHg para aqueles do grupo de exercícios aeróbicos quando testados em um escritório e caminhando em uma esteira.
Eles também encontraram reduções maiores no grupo de tai chi ao testar a pressão arterial dos voluntários enquanto dormiam. Os pesquisadores, ainda descobriram que após o final do estudo, menos pessoas que estavam no grupo de tai chi progrediram para hipertensão do que aquelas no grupo de exercícios aeróbicos.
PARKINSON
Um outro estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, descobriu que praticar tai chi chuan também ajuda os pacientes com Parkinson a melhorarem seu equilíbrio e aumentarem a força muscular.
Os cientistas selecionaram 195 pacientes com Parkinson que tinham problemas motores mas conseguiam ficar em pé e andar sem ajuda. Aleatoriamente, cada um recebeu um programa de exercícios: tai chi chuan, treino de resistência ou alongamento. O tai chi aumentou o equilíbrio e a força. O treinamento de resistência tornou mais fortes os músculos envolvidos no equilíbrio. E o alongamento não se mostrou eficiente em nenhum dos dois aspectos.
O tai chi também proporcionou mais ganhos no que se refere às habilidades de se inclinar, caminhar dando passos mais largos e ter controle direcional do que o treino de resistência.
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De acordo com os relatos dos participantes, 67% dos que fizeram tai chi chuan passaram a sofrer menos quedas ao longo das 24 semanas do estudo. Nos três meses que se seguiram ao final do programa, eles ainda caíam menos do que os membros dos outros grupos — o que parece indicar, também, que o efeito do tai chi se prolonga.
Fonte: O Globo